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Os Raios Perdidos da Lua

LPOD-Dec28-12

observatory_150105Existe algum mar na Lua que não seja atravessado por raios? Não Crisium, que é atravessado pelos raios da cratera Proclus, nem qualquer outro mar, exceto pelo Humorum. O Mar Humorum possui algumas manchas brilhantes de material ejetado de uma pequena cratera, mas isso é tudo. Olhando uma imagem como a imagem acima de alto contraste, e com o Sol alto, novas questões surgem, algumas parecidas com questões anteriores e relativamente triviais. Outra questão, mais provocativa diz respeito ao possível raio cruzando Sinus Iridum. Se isso for um raio, seria ele uma continuação do raio da Copernicus que passa a leste da Pytheas? Seria muito interessante pois significaria que os fluxos de alva mais jovens e mais escuros no oeste e na parte central do Imbrium, fluíram sobre os raios da cratera Copernicus, destruindo alguns deles e encalhando o raio de Sinus Iridum. Parece que muitos raios da cratera Copernicus param na fronteira com as lavas escuras do Imbrium. Essa interpretação não sobrevive, no entanto, ao escrutínio. A idade dos fluxos jovens e escuros do Imbrium, é de aproximadamente 2.5 bilhões de anos de acordo com a metodologia de contagem de crateras. Mas a cratera Copernicus é datada de 0.8 bilhões de anos, tanto pelo método de contagem de crateras como por determinações radiométricas da idade feita em amostras que foram afetadas pela formação da cratera Copernicus. Então, a menos que uma das estimativas de idade esteja errada o fluxo de lava não poderia ter coberto os raios. De fato, olhando com mais detalhe você pode ver que alguns raios da Copernicus existem nas lavas escuras da LaHire e Euler. Imagens podem inspirar novas questões, algumas delas são produtivas por serem corretas, enquanto que outras fazem com façamos uma análise mais aprofundada das evidências.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/December+28%2C+2012

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Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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