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23 de fevereiro de 2024

VLT do ESO Faz Bela Imagem do Glóbulo Cometário CG4

Na astronomia, muitas vezes temos nomes que aparentemente querem dizer uma coisa, mas que na verdade dizem outra totalmente diferente. O exemplo mais clássico, talvez seja da nebulosa planetária, que não está de forma alguma relacionada com planetas. Outro objeto que sofre desse problema é conhecido como glóbulo planetário, que não tem nenhuma relação com os cometas. Na verdade os glóbulos cometários são nuvens de gás e poeira, relativamente pequenas e isoladas na Via Láctea, que brilham com pouca intensidade, a partir da luz emitida por estrelas próximas, e que formam estruturas interessantes que se espalham por anos-luz de distância. Um desses glóbulos cometários é conhecido como CG4.

No ano de 2015, o VLT do ESO no Chile regsitrou o CG4, e a imagem está apresentada nesse post para vocês. A imagem do VLT é um zoom no objeto, ou melhor dizendo na parte do objeto conhecida como cabeça. Na verdade, o CG4 parece muito um monstro que está com uma boca aberta, pronto para devorar qualquer coisa na sua frente.

Mas se o objeto recebe a classificação de um glóbulo cometário, cadê a parte dele que se parece com um cometa? Para isso vamos olhar outra imagem do CG4, dessa vez feita pelo telescópio Blanco, que mostra um zoom-out no CG4. E essa imagem feita pelo telescópio Blanco é tão interessante que parece que o CG4 está indo na direção de uma galáxia que aparece na parte esquerda imagem, mas essa galáxias está localizada a centenas de milhões de anos-luz de distância e está livre da boca nervosa do CG4.

Nessa imagem é possível ver a cauda do objeto que se espalha por cerca de 8 anos-luz. O CG4 está localizado a aproximadamente 1300 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Puppis.

Fonte:

https://astronomynow.com/2020/08/21/faint-cometary-globule-comes-to-life-in-spectacular-vlt-image-of-structures-gaping-maw/

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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