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Vídeo Mostra Como a Sonda STEREO da NASA Seguiu Uma Tempestade Solar Desde o Sol Até a Sua Chegada na Terra

A sonda STEREO da NASA e novas técnicas de processamento de dados têm com sucesso rastreado os eventos do chamado clima espacial desde a suas origens na coroa ultra quente do Sol até o seu impacto com a Terra 96 milhões de milhas depois resolvendo assim um mistério de 40 anos sobre a estrutura das estruturas que causam o clima espacial: como as estruturas quem impactam a Terra estão relacionadas com as estruturas correspondentes na coroa solar.

Apesar de muitos instrumentos que monitoram o Sol e uma frota de novas sondas próximas da Terra, a conexão entre os distúrbios ocorridos próximo do nosso planeta e a sua contrapartida no Sol têm sido obscuros, pois as ejeções de massa coronal, ou as CMEs como são chamadas evoluem e se modificam durante a trajetória de 96 milhões de milhas entre o Sol e a Terra.

A sonda STEREO possui câmeras chamadas de heliospheric imager que monitoram o céu com grande ângulo desde o Sol, porém o campo de estrelas e o brilho da galáxia são 1000 vezes mais brilhantes do que os apagados raios de luz solar refletidos pelos elétrons que flutuam livremente dentro das CMEs e do que o vento solar, isso faz, ou melhor fazia com que fosse muito difícil, para não dizer impossível registrar imagens diretas dessas importantes estruturas, o que limitava nosso entendimento sobre a conexão existente entre as tempestades espaciais e as estruturas na coroa do Sol que as formaram.

Um conjunto de imagens lançadas recentemente revelam o brilho absoluto das feições em detalhe de uma grande CME ativa no final de 2008, conectando a estrutura magnetizada original da coroa do Sol com a intrigante anatomia de uma tempestade interplanetária enquanto ela atingiu a Terra três dias depois. Naquela data dados foram coletados, no final de 2008, a sonda STEREO A estava a aproximadamente 45 graus acima da órbita da Terra, permitindo uma clara visão de toda a linha entre o Sol e a Terra. O vídeo mostrado acima resume os resultados e mostra o que a STEREO pôde registrar naquele momento.

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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