Um Novo Olhar Sobre Uma Velha Conhecida – Hubble Comemora 23 Anos no Espaço Com Imagem Espetacular da Nebulosa da Cabeça do Cavalo

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observatory_150105Para celebrar o vigésimo terceiro aniversário em órita, o Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA lançou uma imagem impressionante deum dos objetos mais distintos nos céus da Terra, a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, em Orion. Essa imagem mostra a nebulosa sob uma luz totalmente nova, capturando plumas de gás em infravermelho e revela a bela e delicada estrutura que normalmente é obscurecida pela poeira.

Esse ano, de 2013, marca o 23º ano de observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble. Juntamente com as observações que são um verdadeiro marco científico, o observatório orbital tem produzido inúmeras imagens astronômicas espetaculares. Alguns dos mais impressionantes e belos objetos que o Hubble têm imageado tem sido as nebulosas, ou seja, vastas nuvens de gás e poeira interestelar.

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Essa nova imagem do Hubble, foi feita e lançada para celebrar esse marco, e mostra uma parte do céu da constelação de Orion, o Caçador. Nascendo como um gigantesco cavalo marinho desde turbulentas ondas de gás e poeira, está a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, outrora conhecida como Barnard 33. A nebulosa, formada a partir do colapso de uma nuvem de material interestelar, e brilha à medida que ela é iluminada por uma estrela quente e próxima.

As nuvens de gás circundando a Cabeça do Cavalo, já se dissipou, mas o pilar de junção é feito de um material mais resistente, ou seja, aglomerados expessos de material, que é muito mais difícil de ser erodido. Os astrônomos estimam que a formação da Cabeça do Cavalo tem aproximadamente cinco milhões de anos antes que ela também se desintegre.

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Essa nebulosa é um objeto muito conhecido e um alvo popular para as observações, muitas das quais mostram a Cabeça do Cavalo como a silhueta de uma nuvem escura contra um fundo de gás brilhante. Essa nova imagem mostra a mesma região em infravermelho, que tem comprimentos de onda maiores do que a luz visível e pode espiar através do material empoeirado que normalmente obscurece as regiões internas da nebulosa. O resultado é uma estrutura que parece ser mais frágil e etérea, feita de delicadas dobras de gás, bem diferente da aparência da nebulosa na luz visível.

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Nós não podemos ver a radiação infravermelha com os nossos olhos, ou com as câmeras tradicionais, que são desenhadas para detectar a luz óptica. Para observar esses objetos, nós temos que usar os instrumentos ou telescópios, sensíveis ao infravermelho, por exemplo, a alta resolução da Wide Field Camera 3 do Hubble. A sensibilidade ao infravermelho do Hubble, associada com a alta resolução oferece uma pista tentadora do que nós seremos capazes de fazer com o Telescópio Espacial James Webb, programado para ser lançado em 2018.

O Hubble comemorou os seus 11 anos no espaço fazendo também uma imagem da Nebulosa da Cabeça do Cavalo, imagem que é apresentada abaixo.

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Fonte:

http://www.spacetelescope.org/news/heic1307/

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Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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