Um Tour Pela Região Noroeste do Mare Imbrium

Imagens de regiões compactas – uma imagem completa obtida através de uma ocular de alta potência – muitas vezes revela numerosas paisagens relacionadas. Veja se você pode determinar o processo que ajusta a todas elas – exceto por uma. O item é a cratera La Condamine com 37 km de diâmetro e 1.5 km de profundidade, uma das poucas crateras de interior fraturado associadas, por proximidade, com o Mare Frigoris. Imagens telescópios dão pistas de um anel interno de montanhas, e as imagens orbitais da sonda LRO revelam um círculo próximo completo de ranhuras e fraturas que cortam as montanhas. A Maupertius (#2) foi fortemente modificada pelo material ejetado da cratera Sinus Iridum e talvez pelo material ejetado do Mare Imbrium. Seu anel oeste foi sobreposto pelo material ejetado, que também aparece como cadeias através do interior raso. A Ranhura Maupertius (#3) próxima é uma das 3-5 que cortam o material ejetado montanhoso que se estende desde a Plato para oeste. Usando a ferramenta LRO Path é possível medir a ranhura e conseguir um valor de aproximadamente 50 km de comprimento e descendo 400 metros. O Quick Map da sonda LRO também mostra outra ranhura similar um pouco a leste mas as duas não parecem se juntar. Essa ranhura tem 30 km de comprimento, caindo 500 metros. Uma terceira ranhura próxima, com 9 km de comprimento se estende para norte, sugerindo que essa foi uma área de significantes fontes de lava. No número 4 podemos encontrar dois ou três domos ou ondulações que foram documentadas pelo grupo do Geologic Lunar Research. Pode-se notar outra feição parecida com domo um pouco acima do número 5. Não é fácil medir mas parece ter 7 km de largura e 300 metros de altura. O número 6 localizado perto de onde as duas cadeias de mares convergem e isso lembra que a razão tectônica de como essas cadeias de mares se formaram ainda é desconhecida. Nós sabemos que algumas cadeias de mares marcam anéis de crateras soterradas, mas esses não. Para oeste do número 6 existe uma pequena cavidade que já havíamos vistos antes, essa pode ser uma pequena cratera soterrada por fluxos de lavas. Finalmente o número 7 está entre duas crateras de tamanho parecido. A Le Verrier, à direita, tem depósitos de material ejetado na superfície do Mare Imbrium, que se formou no topo das lavas. O material ejetado da Helicon é coberto por fluxos de lava de modo que ela se formou numa superfície anterior aos mares. A ferramenta de altimetria da sonda LRO fornece evidências adicionais disso. O anel da Le Verrier se ergue por 500 metros acima da superfície do mar, mas a Helicon tem somente280 metros de altura, assim podemos estimar que as lavas se erguem 220 metros acima do nível em que a Helicon se formou.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/March+25%2C+2012

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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