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Terremoto Ocorrido no Leste dos EUA Nos Ensina Muito Sobre a Lua


Na ultima terça-feira, dia 23 de Agosto de 2011, às 14:51, hora de Brasília, milhões de pessoas no leste dos EUA e no Canadá foram abalados por um grande terremoto pouco comum nessa região. Um dos pontos interessantes desse tremor foi o fato da vasta área onde ele foi sentido. Um terremoto de mesmo tamanho na Califórnia, por exemplo, teria sido sentido numa região muito menor. Os sismologistas dizem que a crosta da Terra no oeste dos EUA é altamente fragmentada em vários blocos de modo que as ondas sísmicas não podem ser facilmente transmitidas. Mas no leste dos EUA a crosta é antiga e muito mais resistente, de modo que um tremor ocorrido em uma área pode ser transmitido e atingir grandes distâncias, como se a crosta da Terra vibrasse como um sino. Olhando para isso podemos pensar na Lua, a Lua possui uma crosta antiga e resistente de modo que quanto acontece um tremor no nosso satélite ele vibra por muito tempo. Isso implica que um tremor na Lua causaria muito mis impactos do que se pode pensar. Considerando a imagem da Lua acima, podemos fazer algumas considerações. Quando as crateras na Lua se formaram, cada uma das grandes crateras se parecem com a cratera Tycho. Cada uma possuía complexos terraços, que descem desde a crista da cratera até o seu interior. Mas suas paredes depois se tornaram suaves, perdendo qualquer vestígio de que algum dia tiveram terraços. Parte dessa suavidade se deve a cobertura causada por materiais ejetados, mas boa parte se deve aos tremores gerados por cada impacto que ocorreu depois e que gerou um movimento que então reduziu os taludes e as variações na topografia. De fato, ao olharmos essa imagem podemos pensar que a atração dessa clássica visão da Lua se deve ao fato de que a cratera Tycho é a única feição mais recente que aparece sobreposta numa base formada por várias crateras predecessoras.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/August+24%2C+2011


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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