SN 1006: Uma colossal Explosão Estelar 10 Séculos Depois

A remanescente de supernova, SN 1006, como vista pelo Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, em 2013. Os astrônomos criaram essa nova imagem, sobrepondo 10 diferentes observações do campo de visão do Chandra.
A remanescente de supernova, SN 1006, como vista pelo Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, em 2013. Os astrônomos criaram essa nova imagem, sobrepondo 10 diferentes observações do campo de visão do Chandra.

observatory_150105Os raios-X são uma forma de radiação eletromagnética: uma forma de radiação que os nossos olhos não podem e que não pode penetrar na atmosfera da Terra. O primeiro telescópio espacial de raios-X foi lançado em 1963, e então, agora, em 2013, os astrônomos estão celebrando 50 anos de astronomia em raios-X. No dia 17 de Abril de 2013, a NASA lançou a imagem acima, feita pelo seu atual telescópio de raios-X, o Observatório de Raios-X Chandra, celebrando essa data comemorativa.

Esse objeto é chamado de SN 1006, e tem um lugar único na história. Em 1 de Maio de 1006 D.C., uma nova estrela apareceu no céu noturno da Terra. Ela era bem amis brilhante que o planeta Vênus e ficou visível durante o dia por semanas. Astrônomos na China, Japão, Europa e no mundo Árabe a documentaram. Hoje, nós sabemos, que ela era uma supernova, ou seja, uma explosão colossal de uma estrela do tipo anã branca, que expeliu seu material para o espaço.

O primeiro sinal da SN 1006 nos tempos modernos, veio em 1965, quando um rádio telescópio foi usado para criar um mapa de contorno das emissões de uma parte do céu onde a nova estrela tinha aparecido em 1006. O mapa mostrou uma estrutura, que era esperada de ser encontrada de uma nuvem de detritos em expansão no espaço.
O primeiro sinal da SN 1006 nos tempos modernos, veio em 1965, quando um rádio telescópio foi usado para criar um mapa de contorno das emissões de uma parte do céu onde a nova estrela tinha aparecido em 1006. O mapa mostrou uma estrutura, que era esperada de ser encontrada de uma nuvem de detritos em expansão no espaço.

Só em 1965, que a parte remanescente da supernova, ou seja, uma vasta nuvem de detritos que se expandiu por 10 séculos, foi identificada, primeiro no comprimento de onda de rádio. Em 1965Doug Milne e Frank Gardner, usaram o rádio telescópio Parkes para demonstrar que a fonte de rádio anteriormente conhecida como PKS 1459-41, perto da estrela Beta Lupi, tinha a aparência de uma concha circular com 30 arcos de minuto, mais do que você poderia esperar de uma nuvem de detritos em expansão.

Também nos anos de 1960, quando os cientistas eram capazes de lançar instrumentos e detectores acima da atmosfera da Terra para observar o universo em raios-X, essa remanescente de supernova, agora chamada de SN 1006, imediatamente tornou-se conhecida. Ela foi uma das primeiras fontes de raios-X detectada pela primeira geração de satélites de raios-X.

Fonte:

http://earthsky.org/space/sn-1006-a-colossal-star-explosion-10-centuries-later

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Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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