Sextans B – Um Verdadeiro Zoológico Cósmico

Essa bela imagem feita da galáxia anã Sextans B com o Telescópio Nicholas U. Mayall de 4 metros de diâmetro, no Observatório Nacional de Kitt Peak, possui uma grande variedade de objetos astronômicos interessantes, desde brilhantes estrelas localizadas em primeiro plano na imagem, até distantes galáxias escondidas no fundo. A galáxia propriamente dita, também é composta por diferentes objetos e características interessantes, regiões de formação de estrelas, restos de estrelas mortas e estrelas de vários tipos.

A galáxia anã Sextans B está localizada a cerca de 4.5 milhões de anos-luz de distância da Terra, nas regiões mais externas do Grupo Local. Com uma massa total de cerca de 200 milhões de vezes a massa do Sol, a Sextans B abriga uma intrigante variedade de objetos. Talvez, os que chamam mais atenção à primeira vista sejam as nuvens avermelhadas de hidrogênio atômico observadas perto do centro da imagem. Essas vastas nuvens brilhantes, são locais onde brilhantes e novas estrelas estão nascendo. Supernovas e ventos estelares e ventos estelares dessas jovens estrelas eventualmente irão varres as nuvens de gás deixando para trás aglomerados de estrelas com propriedades e idades semelhantes.

Do mesmo jeito que abriga berçários estelares, a Sextans B também possui locais onde estrelas estão morrendo. A Sextans B é uma das menores galáxias conhecidas por conter nebulosas planetárias, apesar delas não serem visíveis nessa imagem. As nebulosas planetárias são formadas pelas camadas mais externas de estrelas gigantes vermelhas que são expelidas para o espaço no final da vida de estrelas parecidas com o Sol.

Além da Sextans B e dos seus componentes, essa imagem também mostra objetos bem mais distantes e estrelas muito mais próximas. As galáxias distantes podem ser vistas brilhando em segundo plano na imagem, e são distinguidas pela aparência nebulosa e pelas suas formas irregulares. Ao mesmo tempo, estrelas brilhantes da nossa própria galáxia brilham em primeiro plano na imagem. Algumas das estrelas apresentam os famosos spikes de difração, o padrão proeminente de cruz, que é causado pela interação entre a luz das estrelas e o instrumento do telescópio.

A Sextans B tem esse nome pois ela está localizada na constelação da Sextans. A constelação é uma das que foram identificadas em 1687 pelo astrônomo Johannes Hevelius, e recebeu esse nome de sextante em homenagem ao instrumento astronômico que Hevelius e sua esposa usavam para fazer as observações, muitas das quais eram feitas sem a ajuda de um telescópio.

Apesar de Hevelius ter sido capaz de compilar um catálogo de estrelas com suas posições bem precisas, a tecnologia astronômica desenvolveu muito desde então. Hoje, muito além do sextante, os astrônomos usam poderosos telescópios como o que fez essa imagem e que tem 4 metros diâmetro e que fica localizado no deserto do Arizona.

Mas fica aqui a dica, não importa o telescópio ou o instrumento que você tenha, observe o céu noturno ele é repleto de objetos interessantes para serem estudados, e essa imagem é apenas um pequeno exemplo disso.

Fonte:

https://noirlab.edu/public/news/noirlab2115/?lang

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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