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Satélite UARS Da NASA deve Cair Entre Hoje (23/09/2011) e Amanhã (24/09/2011) – Mas Não Pegue Nenhuma Peça!


Espera-se que o satélite da NASA de 6 toneladas conhecido como Upper Atmosphere Research Satellite, ou UARS, caia na Terra no final da noite dessa sexta-feira, 23 de Setembro de 2011, ou no começo do sábado, dia 24 de Setembro de 2011. A entrada do satélite na atmosfera da Terra irá gerar uma chuva de dezenas de grandes pedaços e detritos que atingirão a superfície. Mas nem pense em pegar um pedaço e levar com você.

O público em geral deve encontrar partes do satélite onde eles caírem, ou como as atuais projeções sugerem a queda deve acontecer no oceano, de modo que os pedaços serão capturados depois que chegarem nas costas, e NASA aconselha às pessoas a manterem distância dessas partes, por motivos de segurança e por motivos legais.

“Se você encontrar algo que pensa que pode ser um pedaço do satélite UARS, não toque. Contate um oficial local para a ajuda específica”, escreveu a NASA em sua página na internet há duas semanas atrás quando tornou-se evidente que a queda do  UARS se aproximava.

Os cientistas que estudam os detritos orbitais predizem que mais de 26 partes do satélite de 10.6 metros sobreviverão à reentrada na atmosfera da Terra e tocaram a terra ou mergulharão no oceano. Uma antena de alto ganho, tanques de combustível, baterias e anéis de reação estão entre os componentes que devem atingir a Terra.

No total a previsão é de que os detritos do UARS somem 500 kg, do total de 5.7 toneladas do satélite sendo que os fragmentos mais massivos devem ter um pouco mais de 150 kg.

O UARS foi descomissionado em 2005 depois de 14 anos de serviço, não tendo mais combustível ou nenhum outro material ameaçador à primeira vista, o público deve entrar em contato com seus detritos. Nenhuma dessas partes deve estar pegando fogo quando estiver na terra.

“Os pedaços do UARS que pousaram na Terra não estarão muito quentes. O calor se dissipará a uma altura de 20 milhas da Terra”, escreveu a NASA em seu canal no Twitter nessa sexta-feira, dia 23 de Setembro de 2011.

Do ponto de vista da segurança, a principal razão para não tocar nos detritos, diz a NASA, é que existe a chance de se machucar no metal afiado. Não é algo pouco comum que bordas afiadas se formem à medida que o satélite se desintegre na reentrada e então caia na Terra.

Mas mesmo se você tomar todos os cuidados ao tocar as partes do satélite, existe outra razão por que a NASA quer que o público chame as autoridades: cada peça do UARS pertence aos EUA.

“Pelo fato dele ser um satélite do governo americano, qualquer objeto que atingir a Terra e que deverá ser encontrado ainda é propriedade dos EUA”, disse Nick Johnson, cientista chefe do Orbital Debris Program Office da NASA no Johnson Space Center em Houston. “Nós não temos a intenção de tentar vender as peças no eBay”.

Pedaços do satélite UARS devem cair nos EUA e nesse caso não tem problema, pois as leis americanas serão aplicadas. Qualquer parte encontrada será devolvida ao governo. As pessoas que guardarem peças como lembranças estarão violando leis propriedade do governo.

Se os detritos caírem fora dos EUA, ou se chocar com o oceano, e depois aparecer nas costas de países estrangeiros, então o tratado Outer Space Treaty das Nações Unidas assegura aos EUA a opção de requerer os pedaços do UARS. Qualquer uma das 100 nações que fazem parte da convenção de 1967 pode ser requerida para ajudar, e os EUA serão responsáveis pelos custos de transporte.

O interesse da NASA em recuperar as partes do UARS tem mais a ver com a proteção público do que um desejo de estudar os fragmento, apesar de que os cientistas de detritos espaciais dizem que as menores partes que serão encontradas podem ser usadas para eles entenderem o que pode sobreviver a uma reentrada na atmosfera controlada e não controlada.

Para acompanhar  o que está acontecendo com o UARS acesse: http://reentrynews.aero.org/1991063b.html

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Fonte:

http://www.space.com/13064-falling-satellite-debris-uars-nasa-property.html 


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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