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Qual a Idade da Lua?


As missões Apollo que visitaram a Lua amostraram rochas do nosso satélite em cinco locais em ambientes de mares lunares, sem contar a Apollo 16, com essas amostras foi possível determinar que o grande vulcanismo na Lua aconteceu entre 3.2 e 4.0 bilhões de anos atrás. No final dos anos de 1970, Bill Hartmann e outros contaram o número de crateras de imapctos existentes nessas superfícies de idade conhecida, e então criaram uma curva que relaciona o número de crateras de impacto e as idades datadas nos locais de pouso. Mais recentemente Harry Hiesinger e seus colegas refinaram as estimativas das idades de muitas superfícies de mares usando imagens coloridas feitas pela sonda Clementine para identificar unidades de mares vulcânicos que eram provavelmente quimicamente homogêneos e então contaram as crateras neles usando fotografias de alta resolução feitas pela sonda Luanr Orbiter IV. Essa é de longe a mais cuidadosa contagem de crateras e modelagem da determinação da idade da Lua que se tem conhecimento, e o mapa acima resume esses resultados. A primeira coisa, esse mapa mostra é que existe um número de lugares onde a lava é muito mais jovem do que as amostras coletadas pelos astronautas da Apollo. Em segundo lugar, aparentemente as idades não são distribuídas de forma aleatória. As lavas mais velhas ocorrem no hemisfério leste, exceto por uma pequena parte do leste do Mare Humorum. E as lavas mais jovens ocorrem no hemisfério oeste, especialmente perto do Platô Aristarchus. Uma possível interpretação para essa distribuição é que as lavas mais velhas podem ter ocorrido em todos os lugares, mas foram posteriormente cobertas no oeste pelas lavas mais jovens. As erupções vulcânicas de longa duração no Procellarum está provavelmente relacionada com o aumento no nível de rochas radioativas que são muito mais restritas na área ao norte dos mares. Com a disponibilidade cada vez maior de imagens de mais alta resolução, será possível melhorar a contagem de crateras e assim a estimativa das idades e com mais dados será possível extrapolar esse resultado para todos os mares. E algum dia quem sabe novos astronautas poderão voltar à Lua e datar essas rochas radiometricamente de forma direta.

Fonte:

http://www.lpod.org/?p=1049


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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