A Profusão de Formação de Estrelas na Galáxia Centaurus A

Lembrando nuvens de chuva num dia de tempestade, as linhas escuras de poeira cruzam a gigantesca galáxia elíptica Centaurus A.

A visão pancromática do Hubble que vai desde ultravioleta até o infravermelho próximo, revela o vibrante brilho de aglomerados estelares azuis e jovens e nos permite espiar dentro de regiões normalmente obscurecidas pela poeira.

A forma contorcida do disco de gás e poeira da Centaurus A é a evidência de que no passado ela passou pelo processo de colisão e fusão com outra galáxia. As ondas de choque resultantes comprimiram as nuvens de gás hidrogênio, disparando uma profusão de formação de novas estrelas. Essas são visíveis nos pedaços vermelhos nessa imagem detalhada do Hubble.

A uma distância de mais de 11 milhões de anos-luz, a Centaurus A contém o núcleo de galáxia ativo mais próximo da Terra. O centro da galáxia é o lar de um buraco negro supermassivo que ejeta jatos de gás em alta velocidade no espaço, mas nem o buraco negro e nem seus jatos são visíveis nessa imagem.

Essa imagem foi feita em Julho de 2010 com a Wide Field Camera 3 do Hubble.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2192.html

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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