Os Anéis da Bacia Humorum na Lua – Mais Uma Imagem do VTOL No Site LPOD

LPOD-May29-13

observatory_150105Para quem não sabe existe um excelente site que posta todos os dias uma imagem do nosso satélite natural, a Lua. Esse site é mantido por um grande pesquisador, chamado Chuck Wood, que já escreveu inúmeros livros e mantém colunas regulares nas principais revistas de astronomia no mundo. Ele recebe imagens do mundo inteiro que mostram nosso satélite em detalhes, que mostram regiões pouco exploradas da Lua, ou que mostram belas conjunções, eclipses, etc… Ter a sua foto publicada pelo LPOD é um verdadeiro prêmio para um astrofotógrafo. E o Brasil é muito bem representado nesse ramo. Temos o grande astrônomo e astrofotógrafo, o Prof. Ricardo Vaz Tolentino, de BH que possui um belo Observatório Lunar, e que faz imagens espetaculares da Lua, as publica em seu próprio site, o www.vaztolentino.com.br, e as vezes é premiado com sua imagem sendo publicada no site LPOD, como aconteceu hoje.

O grande diferencial das imagens obtidas no VTOL é que elas são obtidas com um frame único, sem empilhamento, ou manipulações computacionais. A imagem publicada hoje no site LPOD mostra uma impressionante visão da Bacia Humorum e da estrutura de seu anel. A grande parte das bacias não tem um anel completo de 360 graus e com a Humorum isso não é diferente. De fato, o anel da Humorum e a estrutura é tão descontinua que para se ter ideia de como seria o anel completo é necessário se ter uma grande imaginação. As melhores exposições do anel estão na parte noroeste do mar. A letra A, marca um pequeno segmento montanhoso de um possível anel principal, segmento esse que já foi nomeado como Montanhas Percy. A letra C marca um segmento menos largo com comprimento aproximadamente igual que ajuda a definir outro anel da bacia, com o aglomerado de colinas em B estando no lugar certo para ser um anel intermediário. A letra D marca uma margem falhada do próprio mar, aparentemente outro anel menor. Dois plugues parecidos com montanhas, chamados de maciços, em E e F são talvez partes remanescentes desses anéis maiores. A melhor maneira de pesquisar quais são os verdadeiros anéis e onde eles estão é observar uma imagem feita do alto da bacia, idealmente visualizando um dado de altimetria para mostrar todas as partes da geometria de maneira igual. Fica aqui mais uma vez o parabéns ao Vaz Tolentino por mais uma imagem publicada no renomado site LPOD e parabéns ao belo trabalho desenvolvido.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/May+29%2C+2013

alma_modificado_rodape105

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

Veja todos os posts

Arquivo