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O BURACO NEGRO IMPOSSÍVEL | SPACE TODAY TV EP2032

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Nessa altura do campeonato, todo mundo aqui já sabe que podem existir buracos negros de massa estelar, intermediária e supermassivos, correto?

Estima-se que na Via Láctea, existam cerca de 100 milhões de buracos negros de massa estelar.

Até aí tudo bem, mas uma questão que sempre atormentou os pesquisadores é, qual a massa máxima que os buracos negros de massa estelar podem ter? Qual seria esse limite?

Antes vamos falar um pouco como esses buracos negros de massa estelar são normalmente descobertos.

Os astrônomos observam normalmente sistemas binários, onde o buraco negro está puxando material da sua estrela companheira, nesse processo acontece a emissão de raios-X e pronto, o buraco negro de massa estelar é descoberto.

Outra maneira é usando o LIGO/VIRGO, quando dois buracos negros de massa estelar colidem eles geram ondas gravitacionais e isso faz com que possamos saber a origem.

Porém, um grupo de pesquisadores conseguiu, depois de mais de 200 aplicar uma técnica desenvolvida por John Michell em 1783 para descobrir buracos negros.

eles buscam estrelas que sofrem um pequeno desvio pois estão orbitando um objeto invisível, com as ferramentas hoje disponíveis isso é possível de ser feito.

então, usando o telescópio LAMOST da China, os pesquisadores conseguiram descobrir a cerca de 15 mil anos-luz de distância da Terra, um buraco negro de massa estelar.

Até aí tudo bem, o problema é que esse buraco negro tem uma massa 70 vezes a massa do Sol.

E de acordo com os modelos de evolução estelar, esse tipo de buraco negro não deveria existir.

Assim que foi descoberto, os maiores telescópios do mundo, o Gran Canarias de 10.4 metros e o Keck de 10 metros foram apontados para a estrela com a finalidade de medir as propriedades físicas.

O buraco negro foi chamado de LB-1 e a estrela orbita esse ponto a cada 79 dias, com a órbita da estrela, sua massa e outros parâmetros foi possível calcular a massar do buraco negro, 70 vezes a massa do Sol.

Mas qual o problema?

Bem, até o momento os astrônomos só tinham observados buracos negros com massa entre 5, 15, 20 e poucas vezes a massa do Sol.

O LIGO e o VIRGO já haviam detectado colisões entre buracos negros estelares bem mais massivos do que o habitual em outras galáxias mas que podiam ser explicados pela teoria de evolução estelar.

O LB-1 não pode, imagine o tamanho da estrela, que tem que explodir em supernova para que o seu caroço que sobrar se transforme num buraco negro com 70 vezes a massa do Sol, é algo realmente inimaginável.

A detecção direta do LB-1 mostra que esse tipo de buraco negro estelar super pesado existe.

Os modelos sobre como eles são formados precisarão ser revisados.

E com a metodologia definida, a ideia dos astrônomos é detectar mais desses buracos negros para deixar bem robusta a técnica e então entender melhor como ocorre a formação deles.

Fonte:

https://phys.org/news/2019-11-scientists-unpredicted-stellar-black-hole.html

#BlackHole #SpaceToday

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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