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NGC 1345: Ilhas de Estrelas em Um Rio

A galáxia espiral NGC 1345 e seus braços perdidos e comprimidos dominam essa rica imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências NASA e ESA. Ela é membro do Aglomerado de Galáxias Eridanus – um grupo de aproximadamente 70 galáxias que localiza-se a aproximadamente 85 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação de Eridanus (o Rio). Essa região do céu é bem populada com galáxias brilhantes, sendo que o Aglomerado de Galáxias Formax também localiza-se ali perto na esfera celeste, embora os dois aglomerados estejam na verdade separados por aproximadamente 20 milhões de anos-luz de distância. Coletivamente, eles são conhecidos como Superaglomerado Formax ou Superaglomerado do Sul.

John Herschel descobriu a NGC 1345 em 1835 desde a África do sul. Ele a descreveu como pequena e muito apagada e ainda muito distante para ser observada em detalhe mesmo com grandes telescópios amadores, onde ela aparece pequena e difusa.

Separada da galáxia principal que domina a imagem, muitas galáxias distantes de muitas formas e tamanhos podem ser observadas nessa imagem, algumas brilhando no primeiro plano da imagem. A NGC 1345 por si só mostra uma barra alongada que se estende desde o seu núcleo e braços espirais que emanam dele para fora, fazendo com que ela seja classificada como sendo uma galáxia do tipo espiral barrada. A classificação das galáxias é uma importante parte da pesquisa astronômica à medida que nos diz muito sobre como o universo se desenvolveu. Mas os computadores não são realmente ideais para executar essa tarefa. As pessoas fazem essa classificação de uma forma muito melhor no que diz respeito ao reconhecimento das formas. O Telescópio Espacial Hubble faz parte do projeto Galaxy Zoo que convida pessoas para participar e classificar as galáxias por ele imageadas.

Essa imagem foi criada a partir de imagens feitas com o Wide Field Channel da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble. Para compor a imagem final foram combinadas imagens feitas através do filtro azul (F435W) que foi colorida em azul e imagens feitas através do filtro do infravermelho próximo (F814W) que foram coloridas em vermelho. O tempo de exposição foi de 17.5 minutos por filtro no total e o campo de visão é de 3.2 por 1.6 arcos de minuto.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/images/potw1103a/

 

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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