NASA Lança Imagens de Cratera Feita Pelo Homem no Cometa Tempel 1

A sonda da NASA, Stardust, retornou novas imagens do cometa Tempel 1, mostrando uma cicatriz resultante do encontro que outra sonda da NASA, a Deep Impact, teve com o mesmo cometa em 2005. As imagens também mostram que o cometa tem um núcleo frágil e fraco.

A sonda fez sua maior aproximação do cometa Tempel na terça-feira, dia 15 de Fevereiro de 2011, às 2:40 da manhã no horário de Brasília, passando a uma distância de 178 quilômetros. A sonda fez 72 imagens de alta resolução do cometa. Ela também acumulou 468 kb de dados sobre a poeira na coma, a nuvem que é a atmosfera do cometa. A sonda está cumprindo a sua segunda missão no espaço denominada de NExT, a primeira missão que essa sonda completou foi  a de coletar partículas de um cometa e mandar essas partículas de volta para a Terra.

A missão Stardust-NExT alcançou seus objetivos, que incluem observar as feições na superfície do cometa que mudaram desde o encontro da Deep Impact em 2005, além disso faz parte dos objetivos fazer imagens de um novo terreno, e observar a cratera gerada quando a o projétil da missão de 2005 atingiu o cometa.

“Essa missão teve 100% de sucesso”, diz Joe Veverka, principal pesquisador da missão Stardust-NExT da Cornell University em Ithaca, N.Y. “Nós vimos muitas coisas novas que nós não esperávamos e teremos que trabalhar duro para tentar entender o que o Tempel 1 está tentando nos dizer”.

Algumas das imagens fornecem pistas tentadoras com relação à colisão do projétil lançado pela sonda Deep Impact no cometa em 2005.



“Nós vimos uma cratera com um pequeno morro no centro e isso parece que é o resultado de algum material ejetado que subiu e depois caiu”, diz Pete Schultz da Brown University em Provence, R.I. “Isso nos diz que esse núcleo do cometa é frágil e fraco com base em como a cratera nos apresenta hoje”.

A engenharia de telemetria após começar a baixar os dados da sonda após sua maior aproximação indica que a sonda voou através de ondas de partículas do cometa desintegradas, incluindo dezenas de partículas que se chocaram com a sonda penetrando em mais de uma camada o seu escudo protetor.


“Os dados indicam que a Stardust fez algo similar com que os bombardeios B-17 fizeram na Segunda Guerra Mundial”, disse Browlee, co-investigador da missão Stardust-NExT da University of Washington em Seattle. “Ao invés de ter que lidar com uma corrente uniforme de partículas vindas do centro do cometa, essas partículas aparentemente vinham em aglomerados e em pedaços maiores do que se esperava”.

Depois de ter encerrado com sucesso o seu encontro de dia dos namorados (dai 14 de Fevereiro é dias dos namorados em muitos países), a sonda continuará olhando para o cometa à distância.

“Essa sonda viajou mais de 3.5 bilhões de milhas desde o lançamento e enquanto que a missão de passar perto do cometa foi completada com sucesso a missão de descoberta da sonda ainda não acabou”, disse Tim Larson, gerente de projeto da Satardust-NExT no JPL. “Nós continuaremos fazendo imagens do cometa até que a equipe científica obtenha informações úteis e necessárias, então a Stardust poderá ter o descanso merecido”.


A missão Stardust-NExT é uma missão de baixo custo visto que é uma expansão de uma missão já existente com o objetivo específico de passar perto do cometa Tempel 1, investigação começada pela sonda Deep Imapct. A missão é administrada pelo JPL para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. a Lockeheed Martin Sapce Systems em Denver, construiu a sonda e administra as operações diárias da missão.

As últimas imagens da Strardust-NExT/Tempel 1 podem ser encontradas aqui: http://www.nasa.gov/mission_pages/stardust/multimedia/gallery-index.html


Mais informações sobre essa missão podem ser conseguidas aqui: http://stardustnext.jpl.nasa.gov .

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2011-056

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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