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Imagem da Lua Revela Surpresas na Região Entre a Baía do Amor e a Cratera Cauchy


As vezes pensamos que conhecemos corpos celestes como a Lua até que nos deparamos com imagens que podem nos surpreender. O lado direito da imagem acima, mostra a cratera Cauchy e uma falha próxima, canal e domos que são feições familiares. Já o lado esquerdo revela feições na Baía do Amor (Sinus Amoris) que alguns nunca soubesses que existissem. Esse pequeno canto da Lua é um tesouro escondido para os geólogos. Começando na parte esquerda (norte) e caminhando em direção sul, estamos indo desde a cratera Franck, com 12 km de diâmetro em direção a Sinus podemos ver que o mar tem uma rugosidade linear que parece margens de fluxo de lava. Essa feição não aparece numa visão com o Sol mais alto da Lunar Orbiter IV, por exemplo, então essa foto pode até ser considerada a imagem de descoberta de tal feição. A Montanha Maraldi (MM) parece irregular nessa imagem com o Sol baixo, mas em condições de iluminação mais alta ela se mostra ser bem estranha como elevação, sugerindo até que possa ser algo vulcânico. Dentro do grande anel enterrado próximo, da Maraldi D estão duas colinas que podem ser parte remanescente de picos centrais, um domo escavado, e outro reto, com a borda bem definida. O Monte Esam está aproximadamente no meio dessa linha de domos. Três pequenos estão abaixo do Esam e um domo grande escavado aparece acima. Três outros domos pequenos mais aparentes se estendem por essa linha para a direita (sul) da Lucian. Esses 7 domos geram uma das maiores linhas de domos que se conhece na Lua e sugere-se fortemente que eles tenham surgido a partir de uma fissura. Uma linha mais curta de grandes domos ocorrem a norte da Lucian. A iluminação baixa próxima da cratera Cauxhy revela muitas outras cadeias de mares, bem como domos.  O interessante é que muitas dessas cadeias terminam na falha, ao invés de continuarem do outro lado. Isso é peculiar. Finalmente, você consegue notar a presença das cavidades sem anel, a Cauchy A e a Lyell A são as maiores mas existem outras? Essa imagem que traz feições que surpreendem até mesmo os mais experientes observadores da Lua, estabelece a área Amoris-Cauchy como sendo uma das maiores concentrações vulcânicas da Lua.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/August+29%2C+2011


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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