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Hoje vamos falar de outro evento energético do universo, as chamadas rajadas de raios-gama, ou gamma-ray bursts, ou GRBs.

AS GRBs são os eventos explosivos mais energéticos conhecidos pelos astrônomos e podem ser divididas em duas categorias.

Quando uma emissão de raios gama dura mais de 2 segundos, ela é chamada de uma rajada de raio gama longa.

Esse evento é o resultado direto do colapso do núcleo de uma estrela massiva, por exemplo, na formação de supernovas se tem esse tipo de rajada.

Já se uma emissão de raios gama dura menos de 2 segundos, ela é considerada uma rajada curta, e pode ser causada por uma fusão de duas estrelas de nêutrons, quando duas estrelas de nêutrons se fundem pode ocorrer a formação de um buraco negro.

Mas a fusão de duas estrelas de nêutrons pode formar também o que chamamos de uma kilonova, que tem um pico de brilho que é 1000 vezes maior do que o de uma supernova tradicional.

Fusões de estrelas de nêutrons são eventos muito raros, mas são muito importantes, pois é nesse processo que ocorre a formação dos elementos mais pesados que conhecemos, como o ouro, por exemplo.

Por isso, os astrônomos monitoram o universo atrás desses eventos muito energéticos, e quando um deles é detectado, toda uma frota de instrumentos é acionada para que ele seja estudado.

Em maio de 2020, aconteceu isso, o Swift da NASA detectou um brilho muito intenso e acionou rapidamente vários telescópios no espaço e no mundo todo, entre eles o telescópio espacial Hubble.

Quando os astrônomos começaram a estudar o fenômeno, eles notaram que as emissões eram 10 vezes mais brilhantes do que se esperava, isso desafia tudo que se conhece sobre as rajadas de raios-gama.

O Hubble foi fundamental nesse estudo, pois essa intensidade de brilho se mostrou no comprimento de onda do infravermelho, onde o Hubble atua e pôde então fazer esse tipo de detecção.

Os intensos flashes dessas rajadas parecem ter vindo de jatos de material que estão se movendo a uma velocidade bem próxima da velocidade da luz.

Esses jatos não possuem muita massa, mas por conta da velocidade eles liberam uma grande quantidade de energia em todos os comprimentos de onda.

Os pesquisadores então começaram a pensar no que poderia ter acontecido, e a hipótese mais forte até o momento é que nesse caso, o Hubble pode ter testemunhado o nascimento de uma magnetar.

A fusão de duas estrelas de nêutrons pode ter dado origem a uma outra estrela de nêutrons, mas com um campo magnético muito mais intenso.

Para provar mesmo que essa hipótese é a verdadeira, os astrônomos terão que continuar observando o objeto e principalmente em comprimentos de onda de rádio, se acontecer rajadas em ondas de rádio, então teremos a comprovação do nascimento de uma magnetar.

A cada dia que passa é impressionante, como o telescópio espacial Hubble se prova como sendo uma das ferramentas astronômicas mais poderosa e mais importante dos últimos 30 anos.

A variedade de aplicações, e a qualidade dos dados impressiona a qualquer um, sem ele, os astrônomos jamais teriam detectado esse evento.

O que podemos prever é que no futuro próximo com o James Webb esse tipo de fenômeno possa ser identificado até com mais facilidade, isso porque, o James Webb é um telescópio que vai atuar no infravermelho e com uma sensibilidade muito maior que a do Hubble.

Estamos começando a entender o universo das altas energias e isso é muito importante para entendermos como tudo funciona.

Fonte:

https://www.nasa.gov/feature/goddard/2020/nasas-hubble-sees-unexplained-brightness-from-colossal-explosion

#GRB #HUBBLE #MAGNETAR
Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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