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Câmera HiRISE Observa Poeira Serpenteando na Superfície de Marte

Uma elevada poeira fantasma gera uma sobra em forma de serpentina sobre a superfície de Marte nessa impressionante imagem feita no final da primavera na região de Amazonis Planitia.

O comprimento da sombra indica que a pluma de poeira alcança mais de 800 metros de altura. A cauda da pluma não traça a passagem da poeira fantasma, que seguiu um curso constante em direção sudeste e deixando um rastro brilhante atrás dela.

O delicado arco na pluma foi produzido por uma brisa de oeste a aproximadamente 250 metros de altura que soprou o topo da pluma em direção leste. Os ventos do oeste e o calor vindo de sul se combinam para guiar as poeiras fantasmas ao longo da tendência de passagem para sudeste, como é indicado pelo rastro de muitas poeiras fantasmas anteriores que passaram pelo local. A pluma de poeira por si só tem aproximadamente 30 metros de diâmetro.

Numerosos rastros brilhantes traçam uma tendência de noroeste para sudeste. É interessante ver que esses rastros são brilhantes enquanto que os rastros de poeiras fantasmas em outros lugares de Marte são normalmente escuros. Acredita-se que os rastros escuros se formem onde a poeira brilhante é levantada da superfície por poeiras fantasmas, revelando assim o substrato mais escuro.

Aqui, na região de Amazonis, a cobertura de poeira é muito espessa para ser penetrada. Uma cobertura de poeira brilhante foi depositada sobre essa região recentemente, pouco antes da chegada da MRO, de modo que a superfície aqui pode ainda ser removida. Talvez os rastros brilhantes se formem quando a poeira é retirada por ventos fortes gerados por poeiras fantasmas (ventos tangenciais com velocidade de mais de 70 milhas por hora já foram registrados em imagens feitas pela câmera HiRISE anteriormente).

Um fato também interessante é que essa imagem foi feita durante uma época do ano quando Marte está mais longe do Sol. Como na Terra, os ventos marcianos são energizados pelo aquecimento solar. A exposição aos raios do Sol tem que ser mínima durante essa estação, e as poeiras fantasmas agem limpando a superfície da poeira recentemente depositada, um pouco de cada vez.

Fonte:

http://hirise.lpl.arizona.edu/ESP_026051_2160

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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