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Herschel Revela Maturação de Estrelas na Região da Nebulosa da Roseta

O Observatório Espacial Herschel descobriu um jardim cósmico de estrelas em formação, cada uma delas com a expectativa de ter 10 vezes a massa do Sol.

A nova imagem aqui apresentada foi feita usando a luz infravermelha pelo Herschel, missão da Agência Espacial Européia que conta com grande apoio da NASA.

“O Herschel pode ver através de grandes blocos de poeira fria, onde grandes estrelas estão se formando”, disse Paul Goldsmith, cientista de projeto da NASA para a missão, que trabalha no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia.

A imagem mostra a maior parte da nuvem associada com a Nebulosa da Roseta, localizada a aproximadamente 5000 anos-luz de distância da Terra na constelação de Monoceros, o Unicórnio. A região contém uma família de estrelas em crescimento, com os membros mais velhos e mais massivos no centro da nebulosa, e as gerações mais novas e menos massivas localizadas na borda da nuvem associada. O aglomerado de estrelas mais massivas da nebulosa, localizado além da borda direita da imagem é o responsável por escavar toda a cavidade. Existem ali, poeira e gás suficiente em toda a nuvem da Roseta para gerar em torno de 10000 sóis.

As estrelas embrionárias maiores, descobertas pelo Herschel acredita-se pertençam a uma geração mais nova. Elas estão localizadas dentro dos pilares que aparecem como ramos nascendo da espessa nuvem de material. Os pilares são de fato escavados pelo aglomerado de estrela massivo da nebulosa. Ventos e radiação dessas estrelas empurram material menos denso para fora dos pilares, e provavelmente disparam o nascimento de grandes estrelas dentro das estruturas semelhantes a dedos. De fato, os pilares apontam para a localização de estrelas massivas da nebulosa.

As estrelas embrionária de massa intermediária, que são poucas vezes mais massivas que o Sol, estão localizadas nas regiões avermelhadas da imagem. Os pequenos pontos próximos ao centro da imagem são as estrelas embrionárias de pouca massa, similares ao nosso Sol.

Os astrônomos estudam regiões como a da Roseta não somente para aprender como as estrelas se formam na Via Láctea, mas também para terem uma melhor idéia do que está acontecendo em galáxias distantes. Quando os astrônomos olham para as galáxias distantes, eles estão observando luz de regiões que estão explodindo em estrelas massivas. Para poder comparar a nossa galáxia com essas mais distantes, é importante entender o processo de formação de estrelas com grande massa.

O Herschel coleta a luz infravermelha da poeira. As cores da luz infravermelha são codificadas da seguinte maneira: a luz com comprimento de 70 mícron é azul, a luz com 160 mícron é verde, com 250 mícron é vermelha. As observações foram feitas com o Photoconductor Array Cmaera and Spectrometer e com o Spectral and Photometric Imaging Receiver, ambos instrumentos a bordo do Herschel.

Fontes:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2010-122&cid=release_2010-122&msource=h20100412&tr=y&auid=6194292

http://www.herschel.fr/cea/hobys/en/

http://www.esa.int/esaCP/SEMWQ59MT7G_index_0.html

http://www.nasa.gov/mission_pages/herschel/hersch20100412a.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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