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EXCESSO DE ANTIMATÉRIA É CAUSADA POR PULSAR E NÃO PELA MATÉRIA ESCURA | SPACE TODAY TV EP2073

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Quando a gente olha para o universo a gente só vê uma pequena porção dele, aquela parte da luz visível.

Mas nós sabemos que tem muito mais coisa escondida ali, se considerarmos os demais comprimentos de onda do espectro eletromagnético.

Mas o próprio espectro eletromagnético é uma pequena porção do que existe no universo para ser observado.

Existem outras maneiras de observar o universo e que veem ganhando cada vez mais espaço, uma dessas maneiras é através da onda gravitacional.

E uma outra maneira ainda é por meio do que conhecemos como raios cósmicos.

Os astrônomos acreditam que estudando o universo através dos raios cósmicos é possível, por exemplo, entender o que é a matéria escura.

Isso graças a um excesso de antimatéria, ou melhor dizendo de pósitron de raios cósmicos, identificado na vizinhança da Terra.

Porém, novas observações realizadas recentemente indicam que esse excesso não é causado pela matéria escura e sim por um pulsar.

Mas antes vamos entender como os raios cósmicos são produzidos, para isso é preciso ter uma fonte astrofísica de alta energia.

Quando os raios cósmicos atingem a atmosfera da Terra eles criam um verdadeiro chuveiro de partículas e de radiação.

Se você tem detectores no espaço é possível registrar diretamente as partículas.

Existem muitas coisas no universo que são conhecidas por criar pósitrons, a antimatéria que é a contrapartida dos elétrons.

Uma dessas coisas é uma estrela de nêutrons, uma estrela de nêutrons é o núcleo deixado para trás depois que uma estrela mais massiva que o Sol explode como uma supernova.

Algumas estrelas de nêutrons que giram rapidamente emitem feixes de radiação como se fossem faróis e são chamados de pulsares.

Em 1972, o Small Astronomy Satellite da NASA descobriu um pulsar chamado de GEMINGA, que é um dos pulsares mais brilhantes em raios gamma.

Esse pulsar está localizado a cerca de 800 anos-luz de distância da Terra, o que é muito próximo em termos astronômicos e que fica na constelação de Gemini (Gêmeos).

GEMINGA significa Gemini Gamma-ray Sources, ou fonte de raios gama da constelação de gêmeos.

Em Março de 1991, a missão ROSAT da Alemanha, identificou o GEMINGA como sendo um pulsar com um período de rotação de 4.2 vezes por segundo.

Um pulsar é naturalmente circundado por uma nuvem de elétrons e pósitrons.

O intenso campo magnético de uma estrela de nêutrons puxa as partículas da superfície do pulsar e as acelera à velocidades próximas da velocidade da luz.

Os astrônomos resolveram observar o pulsar GEMINGA com o AMS-2 que está instalado na ISS e com o Fermi.

Os astrônomos conseguiram então detectar um halo de raios-gama no GEMINGA, mostrando como a emissão muda em diferentes energias.

As medidas mostraram que só esse pulsar GEMINGA seria responsável por cerca de 20% dos pósitrons de alta energia detectados pelo experimento AMS-2, ou seja, na vizinhança da Terra.

Ao extrapolar esse resultado para os pulsares conhecidos na nossa galáxia os cientistas puderam concluir que são os pulsares e não a matéria escura como era esperado os responsáveis pelo excesso de antimatéria detectada nas vizinhanças da Terra.

Essa é uma das grandes vantagens da chamada astrofísica multimenssageira, é possível observar o universo usando múltiplos sinais, como os raios cósmicos e assim entender cada vez mais o universo que nos cerca.

Fonte:

https://www.nasa.gov/feature/goddard/2019/nasa-s-fermi-mission-links-nearby-pulsar-s-gamma-ray-halo-to-antimatter-puzzle

#Pulsar #Antimater #SpaceToday

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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