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Equações de Einstein Indicam que é Possível Ocorrer a Formação de Um Buraco Negro no LHC

Uma das preocupações que têm sido aclamadas sobre o Grande Colisor de Hádrons (LHC) é que ele poderia resultar na formação de buracos negros que poderiam destruir o mundo. Enquanto que a maioria dos cientistas desfaz o coro que algo produzido no LHC destruiria o planeta, existe algo para pensar que a formação de buracos negros poderia ser vista com colisões de energia suficiente dentro do LHC.

Os cientistas da universidade de Princeton que dispararam essa nova polêmica dizem que o que fizeram foram somente cálculos. Os cientistas resolveram as equações de campo propostas por Albert Einstein que descrevem colisões como soluções para determinadas energias. O estudo foi publicado pela Physics Review com o título: Ultrarelativistic Particle Collisions.

Os cálculos produziram resultados que já eram mais que esperados, mas ninguém tinha feito esses cálculos antes. As pessoas apenas assumiam que com os cálculo se pudesse chegar nos resultados que foram apresentados. Agora que as simulações foram feitas, alguns cientistas  terão uma idéia melhor  do que procurar em termos de tentar ver se um buraco negro pode ser formado com as colisões do LHC.

Os autores apontam que sempre existiu um esforço de mais de 50 anos para casar a física de patículas com a idéia de gravidade. No nível da física clássica nós pensamos que entendemos a gravidade muito bem, diz Choptuik, um dos autores do artigo. Contudo, no nível da mecânica quântica, a gravidade não é bem entendida. Os cientistas estão procurando um meio de entender a gravidade quântica da mesma maneira que entendemos como as menores partículas trabalham em um nível quântico. A partir do momento que resolvemos essas equações nós não respondemos a todas as questões, mas conseguimos de maneira substancial obter resultados que já podem ser assumidos, completa o autor.

Um dos pontos chaves por traz dos princípios dos cálculos desses campos é a teoria das cordas. A teoria das cordas sugere que existem algumas dimensões além das três dimensões espaciais (mais o tempo) que são vistas pela física clássica. Se dimensões extras podem existir, elas podem ter um tamanho de décimos ou centésimos de micrometros. E se essas dimensões extras forem grandes o suficiente, então existe a chance para que as colisões de partículas dentro do LHC criem buracos negros.

Claro que esses buracos negros seriam minúsculos e difíceis de serem detectados. No topo disto eles evaporariam quase que instantaneamente, fazendo com que fosse mais difícil ainda detectar se eles mesmos existiram. Em colisões como essa você deve ser capaz de observar os detritos. Você iria procurar por padrões de decaimento no espaço. Em colisões normais você procuraria por jatos de detritos. Se um buraco negro fosse criado e evaporasse, o padrão se pareceria mais com esferas do que com jatos, explica o autor.

Contudo, o fato de que a soluções das equações de campo de Einstein sugiram que buracos negros possam ser formados no LHC, sua detecção é algo muito mais complicado. Alguns já estão tomando isso, como um objetivo muito sério, completa Choptuik. No entanto, não se acredita que seja possível ver um buraco negro no LHC, mesmo que isso seja possível.

Fontes:

http://www.physorg.com/news189694649.html

http://prl.aps.org/abstract/PRL/v104/i11/e111101

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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