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Galáxias que possuem no seu centro buracos negros supermassivos que estão se alimentando vorazmente.

Parte do material que não cai no buraco negro e forma o disco de acreção fica superacelerado e superaquecido irradiando uma grande quantidade de energia.

A quantidade de energia é tão grande, que normalmente eles brilham mais do que a própria galáxia e do que muitas outras galáxias.

Quando o jato de energia emitido pelo núcleo ativo de galáxia é visto com uma certa inclinação, nem de frente e nem de lado, esse núcleo é chamado de quasar

Os astrônomos esperam encontrar os quasars em épocas mais modernas do universo, pois é necessário tempo para que um buraco negro fique assim tão grande e tão poderoso.

Porém não é isso que ocorre as vezes, e os astrônomos encontram quasars no universo bem distante e primordial, e isso desafia o entendimento que eles têm sobre os buracos negros supermassivos.

Para entender o que acontece é preciso descobrir mais desses objetos e cada vez mais distante, mas também não é uma tarefa fácil.

E agora os astrônomos conseguiram algo fascinante, quebraram o recorde de distância e descobriram um quasar localizado num ponto do universo, quando ele tinha cerca de 670 milhões de anos de vida.

No universo bem primordial, na verdade, o quasar está localizado na chamada Era da Reionização Cósmica a última grande fase de transição do universo.

A descoberta foi feita usando uma grande quantidade de observatórios espalhados por todo o mundo, todos eles equipados com instrumentos de última geração, capaz de medir um objeto com desvio para o vermelho igual a 7.64.

Esse quasar representa um grande mistério e um magnífico laboratório para os astrônomos que podem tentar entender o que acontece no começo do universo, ou melhor na época de reionização e entender como um buraco negro desses pôde crescer tanto em tão pouco tempo.

A galáxia em que ele se localiza está produzindo novas estrelas numa taxa 200 vezes maior que a Via Láctea e o jato de energia emitido pelo quasar tem uma velocidade que chega a 20% da velocidade da luz.

Com isso, os astrônomos poderão entender, como esses fluxo de energia influencia o cresimento da galáxia, como o buraco negro cresceu tanto e como era o ambiente na época de reionização do universo.

E com tanto desvio assim para o vermelho, o James Webb será uma ferramenta muito útil para se entender mais sobre tudo isso.

Então tá aí, mais um recorde quebrado pelos astrônomos.

Fonte:

https://keckobservatory.org/earliest-quasar

#QUASAR #PRIMORDIALUNIVERSE #SPACETODAY
Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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