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As Linhas e os Animais de Nazca

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observatory_1501054As famosas linhas e animais desenhados no Deserto de Nazca do Peru foram feitas a mão e da maneira mais simples possível: sistematicamente movendo pedras escuras desenhando uma determinada forma que revelava o material mais claro do deserto a mostra. Esse processo levou a formação de figuras, chamadas de geoglifos, como uma leve depressão no solo. A visibilidade é realçada pelas bordas escuras das linhas onde as rochas se concentraram depois da sua remoção.

As linhas foram feitas com escalas gigantescas, algumas delas com cerca de 14 km. As delimitações dos animais (biomorfologias) são menores, apesar de ainda serem muito grande e serem melhores observadas do ar. O pássaro tem 270 metros de comprimento e a aranha, cerca de 50 metros de diâmetro. Os geoglifos são registrados como Patrimônio Mundial pela UNESCO e tem a visita estritamente limitada, mas alguns deles podem ser vistos de uma torre construída exatamente para essa finalidade.

Os geoglifos foram construídos pelas pessoas das culturas Paracas e Nazca. Datações modernas sugerem que as figuras foram construídas em estágios por um longo período de tempo, talvez entre 200 a.C e 700 d.C. Compostas de rochas vulcânicas do terciário, as rochas foram trazidas desde as Montanhas Andinas. Sua escuridão relativa é resultado parcialmente da cobertura do deserto formada por milhares de anos. O terreno do deserto subjacente é mais resistente ao intemperismo. Contudo, desde que as linhas foram construídas pela primeira vez, sedimentos eólicos têm coberto a área, alterando assim a cor original e o contraste das linhas.

A imagem acima e a esquerda mostra a arqueóloga Katharina Schreiber inspecionando o olho do pelicano. Na parte superior direita Schreiber e Renate Reiche estão paradas sobre uma das muitas linhas retas e longas que existem na região. Renate e sua irmã Maria gastaram décadas investigando, documentando e protegendo os geoglifos.

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Fonte:

http://epod.usra.edu/blog/2013/09/nazca-lines-and-animals.html

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Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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1 comentário

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  • Boa tarde! Meu nome é “Rodrigo Gonçalves de Oliveira” gostaria de relatar uma teoria de meu pai “Ildack Rodrigues de Oliveira” sobre as linhas de Nazca: “infelizmente” tais linhas não teriam ligação com extraterrestre (que seria muito mais interessante), mas sim essas linhas serviriam como uma forma de “espantalho” para ataques da ave Condor (muito ativa no Peru)…com desenhos gigantes de animais típicos de criação na época ou de humanos sendo feitos no solo e vistos de cima, o pássaro Condor se sentiria inibido em atacar, visto que o mesmo pegava por exemplo pequenos filhotes de criações de cabras e os soltavam de uma altura considerável para abatê-los, fato que poderia não ocorrer se o passáro visse imagens dos mesmo animais de tamanho considerável, espantando esses condor de atacar naquela região… pensemos: se na época tivéssemos atacaques de condor desse tipo em nossas criações ou até mesmo em crianças, criar algo dessa magnitude seria inovador para inibir, não é mesmo !

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