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As Conchas e os Fluxos de Estrelas da Galáxia NGC 474

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observatory_1501054O que está acontecendo com a galáxia NGC 474 ? As múltiplas camadas de emissão parecem estranhamente complexas e inesperadas dada a aparência relativamente inexpressivo da galáxia elíptica em imagens menos profundas. A causa das conchas é atualmente desconhecida, mas possivelmente caudas de maré relacionadas a detritos que sobraram do processo de fusão de inúmeras galáxias pequenas nos últimos bilhões de anos, seja uma explicação. Em alternativa, as conchas podem ser como ondas em um lago, onde a colisão permanente com a galáxia espiral logo acima da NGC 474 está causando ondas de densidade no gigante galáctico. Independentemente da causa real, a imagem acima destaca dramaticamente o crescente consenso de que pelo menos algumas galáxias elípticas se formaram no passado recente, e que os halos exteriores da maioria das grandes galáxias não são realmente suaves, mas possuem complexidades induzida por interações frequentes com – e acréscimos de – galáxias vizinhas menores. O halo da nossa própria Via Láctea é um exemplo de tal complexidade inesperada. A NGC 474 se estende por cerca de 250.000 anos-luz e fica a cerca de 100 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação do Peixe (Peixes).

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap140105.html


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Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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