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Amostrando Pedaços de Rocha na Cratera Schröndinger na Lua

Quando os cientistas e engenheiros fazem suas discussões sobre locais de pouso para futuras missões na Lua sejam elas robóticas ou humanas, eles precisam considerar uma série de fatores. Alguns desses fatores estão relacionados com a tecnologia e com os equipamentos que irão pousar na Lua e outros estão relacionados com o interesse científico e com os recursos do local. Durante a chamada Era Apollo, as primeiras missões da Apollo focaram em objetivos de engenharia, ou seja, especificamente no fato de pousar o homem com segurança na Lua. As últimas missões Apollo continuaram a incorporar o fator de engenharia, por exemplo, desenvolver veículos lunares para travessias mais eficientes, mas também começaram a focar em objetivos científicos, mais especificamente em objetivos geológicos, definindo tarefas que poderiam ser realizadas nos locais de pouso. As imagens LROC, bem como os dados de outros instrumentos a bordo da sonda LRO fornecem significados científicos e de engenharia para o estudo da superfície da Lua em alta resolução de modo que as futuras missões poderão tirar vantagem verdadeira da rica geologia da Lua.

A Bacia Schröndinger, nas coordenadas 79.13?S, 140.60?E, com aproximadamente 316 quilômetros de diâmetro é um campo complexo de estudos geológicos. A Schröndinger está localizada no anel da imensa bacia do polo sul Aitken e, devido ao fato de ter se formado no anel de material da Aitken, ela pode ter amostras das profundezas da crosta da Lua que foram escavadas pelo antigo impacto que formou a Aitken. Adicionalmente, os depósitos suaves no interior da bacia podem ser uma combinação tanto de material derretido por impacto como de material vulcânico. Existem também algumas fontes piroclásticas dentro da bacia, sugerindo que no mínimo alguns episódios de atividade vulcânica na bacia tinha alta quantidade de voláteis. As imagens aqui apresentadas ressaltam uma porção do material erodido do terraço na parede da bacia. Alguns pedaços de rochas com aproximadamente 30 metros de diâmetro, ou seja, do tamanho de um campo de baseball, rolaram colina abaixo desde um aglomerado de pedaços de rochas. Suas posições originais podem ser derivadas usando o proeminente rastro que foi deixado para trás pelo pedaço de rocha durante a sua descida. Amostrar esses pedaços de rocha seria particularmente útil durante uma missão futura, pois eles representam material do anel da bacia e não precisam que nenhum astronauta ou veículo gaste muito tempo escalando os paredões para que eles sejam explorados. De fato, a missão da Apollo 17 até a Taurus-Littrow amostrou um pedaço de rocha similar a alguns mostrados aqui e os cientistas foram então capazes de analisar o pedaço de rocha denominado de Station 6 e formular assim hipóteses sobre a geologia local, regional e do terreno ao redor do local de pouso.

Fonte:

http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/438-Sampling-Schroedinger.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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