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A Sombra da Via Láctea

A Sombra da Via Láctea

Você já viu o brilho da Via Láctea criar sombras? Para que isso aconteça vários fatores precisam estar em conjunção. Primeiro e mais importante o céu precisa estar relativamente claro sem nuvens para que o disco central luminoso da Via Láctea possa ser visível. O local ao redor precisa estar completamente negro, sem a influência de brilho de luzes artificiais. A próxima etapa consiste no fato da Lua não poder estar visível acima do horizonte, caso contrário o seu brilho domina a paisagem. Por último, as sombras podem ser melhor capturadas com câmeras com longa exposição. Na imagem aqui reproduzida feita no Parque do Porto Campbell em Vitoria na Austrália, sete imagens de 15 segundos do solo e imagens do céu foram somadas de forma digital para dar o detalhe necessário. Em primeiro plano é possível ver o Loch Ard Gorge, feição que tomou esse nome depois que uma embarcação ali naufragou em 1878. As duas feições rochosas que aparecem na imagem  nada mais são do que feições remanescentes de um arco natural que ali existia e são chamados de Tm e Eva, pois foram as duas únicas pessoas que sobreviveram ao naufrágio da embarcação Loch Ard. Uma inspeção mais detalhada da água próxima das feições irá mostrar sombras na água causadas pela Via Láctea. No vídeo abaixo que complementa essa informação pode-se ver nuvens baixas cruzando a cena.

Water Dance from Alex Cherney on Vimeo.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap100823.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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