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A Sinfonia de Cores da Nebulosa da Tarântula é Registrada Pelo Hubble


A Tarântula está localizada a aproximadamente 170000 anos-luz de distância da Terra na Grande Nuvem de Magalhães no céu do hemisfério sul da Terra, essa galáxia companheira da Via Láctea pode ser vista a olho nu como um retalho leitoso no firmamento. Os astrônomos acreditam que essa pequena galáxia irregular está passando atualmente por um período violento de sua existência. Ela está orbitando a Via Láctea e já teve alguns contatos imediatos com a nossa galáxia. Acredita-se que a interação com a Via Láctea tenha causado um episódio de formação de estrelas energético – parte desse processo é visto como a Nebulosa da Tarântula.

Um pouco acima da parte central da imagem existe um grande aglomerado de estrelas muito quentes chamado de R136. As estrelas do R136 estão também entre as estrelas mais massivas que nós conhecemos. O R136 é também um aglomerado estelar muito jovem, as estrelas mais velhas possuem “apenas” 5 milhões de anos de vida. Suas estrelas menores, contudo, ainda estão se formando, então os astrônomos observam o R136 para tentar entender os estágios iniciais do processo de evolução estelar. Próximo da borda inferior da imagem nós podemos encontrar o aglomerado de estrelas conhecido como Hodge 301. O Hodge 301 é quase que 10 vezes mais velho que o R136. Algumas das estrelas do Hodge 301 são tão velhas que elas já explodiram como supernovas. A onda de choque dessa explosão comprimiu o gás na Tarântula em filamentos e em pedaços que são vistos ao redoro do aglomerado.

Esse mosaico da Nebulosa da Tarântula consiste de imagens feitas com a Wide Field and Planetary Camera 2, ou WFPC2 do Telescópio Espacial Hubble e foi criado pelo astrônomo amador de 23 anos Danny LaCrue. A imagem foi construída a partir de 15 exposições individuais feitas através de três filtros de banda restrita que permitiram que passasse a luz do oxigênio ionizado, em 501 nm, mostrado em azul, do hidrogênio alfa, em 656 nm, mostrado em verde e do enxofre ionizado em 672 nm, mostrado em vermelho. O tempo de exposição para as imagens individuais feitas com a WFPC2 variou entre 800 e 2800 segundos em cada filtro. Os dados do Hubble foram sobrepostos em imagens feitas através dos filtros de banda restrita com o Telescópio de Nova Tecnologia do ESO no Observatório de La Silla no Chile. Processamentos adicionais das imagens foram feitos pelo Hubble European Space Agency Information Centre.

Fonte:

http://spacetelescope.org/images/heic0416a/


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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