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A Nuvem Interestelar Local

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observatory_150105As estrelas não estão sozinhas. No disco de nossa galáxia, a Via Láctea, cerca de 10 por cento da matéria visível está na forma de gases, chamados de meio interestelar (interstellar medium ou ISM, em inglês). O ISM não é uniforme, e apresenta remendos até mesmo perto do nosso Sol. Pode ser bastante difícil detectar o ISM local, porque ele bastante tênue e emite muito pouca luz. Entretanto, por ser composto basicamente de gás hidrogênio, ele absorve algumas cores bastante específicas que podem ser detectadas à luz das estrelas mais próximas. Um mapa de operação do ISM local, no espaço de 20 anos-luz, baseado em observações em curso e recentes detecções de partículas do Satélite Explorador da Fronteira Interestelar (IBEX, na sigla em inglês) em órbita é mostrado acima. Estas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através de uma Nuvem Interestelar Local à medida que esta nuvem desliza para fora  da região formadora de estrelas, a Associação Escorpião-Centauro. Nosso Sol deve sair da Nuvem Local, também chamada de Penugem Local, durante os próximos 10.000 anos. Muito ainda permanece desconhecido a respeito do ISM local, incluindo detalhes de sua distribuição, sua origem, e como ele afeta o Sol e a Terra. Inesperadamente, medições recentes da sonda IBEX indicam que a direção de onde partículas interestelares neutras fluem pelo nosso Sistema Solar está mudando.

Fonte:

http://apod.astronomos.com.br/apod.php?lk=ap130924.html


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Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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