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Um dos grandes avanços da engenharia espacial nos últimos anos, sem dúvida alguma foram os CubeSats.

Até pouco tempo atrás seria praticamente um sonho imaginar que satélites que cabem na palma da mão e que podem ter 10 cm de diâmetro pudessem fazer o serviço até então reservado para grandes e complexos satélites.

Mas dependendo da aplicação científica, os CubeSats atualmente são uma realidade, e já são uma fatia importante do mercado de lançamentos, vide a SpaceX que de uma vez só lançou 64 CubeSats, e a ISRO que a 2 anos atrás lançou de uma vez só mais de 100 satélites.

Sem contar com a Garatea-L que é um CubeSat e com o VLM, o veículo lançador de microssatélites que o Brasil pretende desenvolver.

Toda a tecnologia que vemos hoje foi desenvolvida originalmente lá em 1999 com pesquisadores em Stanford e em Saint Louis, para fins meramente educacionais.

Mas a NASA viu ali uma grande oportunidade de usar esses pequenos satélites para missões específicas e desde então utiliza os CubeSats em missões que no começo eram basicamente voltadas para testar a tecnologia e a eletrônica envolvida, como sensores e softwares, mas que agora já fazem missões de gente grande.

Uma aplicação grande dos CubeSats é na meteorologia com a chamada missão IceCube.

Enquanto que os satélites convencionais conseguem observar as nuvens e fazer estimativas da precipitação líquida dessas nuvens, eles nunca conseguiram olhar as partículas de gelo menores que criam as enormes nuvens de chuva.

A missão IceCube possui um radiômetro de comprimento de onda submilimétrico que é capaz de medir do espaço os pequenos cristais congelados dentro das nuvens.

Os IceCube foram lançados da ISS em 2017 e criaram um mapa global das nuvens de gelo ao redor do planeta Terra. Essa técnica poderá no futuro ser aplicada de forma sistemática para melhorar os modelos climáticos e a previsão do tempo.

Outros CubeSats importantes, o MarCO A e B, que viajaram para Marte junto com a missão InSight da NASA.

Eles foram os primeiros CubeSats a deixarem a órbita da Terra, os primeiros a fazer manobras de correção no espaço interplanetário e os primeiros a chegar a em outro planeta.

Os CubeSats da missão InSight foram importantes para servir como relay dos dados da sonda, principalmente durante a etapa de pouso que é sempre um momento de tensão, os dados que antes demoravam para chegar, dessa vez foram transmitidos instantaneamente pelos CubeSats, que provaram ser a tecnologia certa para a realização desse sistema de relay de informações de sondas espaciais.

Outra aplicação importante dos CubeSats, é o caso do MinXSS, um projeto de estudantes que mede o espectro solar em raios-X, e tenta cobrir o gap de informações que as grandes missões não conseguem medir.

E a energia vinda desse gap é importante, pois é ela que interagem com a ionosfera da Terra e também é uma região de interesse para observações de flares e regiões ativas.

Aí você deve estar pensando, meteorologia, Marte, Sol, tudo bem, trabalhar com coisas aqui perto e grandes questões do universo.

eles também trabalham, existe uma missão chamada HaloSat, que é um CubeSat e que tem como objetivo medir os raios-X dos átomos de oxigênio que circundam a nossa via Láctea e assim determinar o quanto de matéria escura existe no halo da nossa galáxia. Uma medida importante para tentarmos encontrar a matéria escura.

Aos poucos os CubeSats vão conquistando seu espaço e podem escrever já são a realidade da exploração espacial.

#CubeSats

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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