A Mancha Fria da CMB

Como pode parte do universo inicial ser tão fria? Ninguém sabe ao certo, e muitos astrônomos acreditam agora que a chamada Mancha Fria da CMB, localizada na radiação de microondas cósmica de fundo, ou CMB em inglês não é particularmente notada. À medida que o universo se expandiu e se esfriou, ele repentinamente tornou-se transparente e previsível. Os fótons que chegam até nós dessa época  são vistos ao redor de todos nós como a CMB. Esse campo de radiação é bem uniforme, porém são as manchas um pouco mais quentes e um pouco mais frias que nos dizem algo importante sobre o universo inicial, informações essas que podem estar impressas nesse tipo de mapa. Essa Mancha Fria da CMB, que está circulada em destaque na imagem acima, foi registrada no mapa de 7 anos de todo o céu do projeto WMAP, e tem chamado a atenção pelo fato ser muito grande, e muito fria para ser explicada com facilidade. Especulações já publicadas incluem versões espetaculares como um supervazio no universo, uma textura cósmica, ou até mesmo um entrelaçamento quântico com um universo paralelo. Acredita-se que bem possivelmente, mesmo o mais mundano universo possa possuir esse tipo de peculiaridade estatística  e desse modo as explicações da Mancha Fria da CMB parece dizer mais sobre a imaginação humana do que sobre o início do universo.

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap110321.html

 

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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