A ESPETACULAR VISUALIZAÇÃO 3D DE UMA ESTRELA QUE EXPLODIU | SPACE TODAY TV EP2088

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Quando uma estrela de grande massa morre, ela explode como uma supernova, dependendo da massa do que restar dessa explosão, esse resto pode se transformar numa estrela de nêutrons ou em um buraco negro.

Quando uma estrela de nêutrons fica muito magnetizada e começa a girar rapidamente e emitir pulsos de radiação, temos o que chamamos de um pulsar.

Quando a supernova explode, ela cria uma nuvem de detritos que então começa a se expandir desde o ponto onde ocorreu a explosão.

Temos então uma nebulosa que é o que chamamos de uma remanescente de supernova.

Quando no meio da nebulosa existe então um pulsar, emitindo a sua radiação em pulsos precisos, podemos ter a formação de uma estrutura bem complexa.

Tudo isso que eu descrevi é o que observamos na famosa e tão falada Nebulosa do Caranguejo, ou a M1.

A nebulosa é extremamente complexa, e os astrônomos fazem de tudo para tentar entender toda essa complexidade, como ela é gerada e tudo mais.

Para conseguir fazer isso da melhor forma possível existe uma maneira interessante, combinar, diferentes comprimentos de onda.

Se você conseguir observar o objeto em diferentes comprimentos de onda, você então terá uma imagem completa desse objeto.

E foi isso que os astrônomos acabaram de fazer com a Nebulosa do Caranguejo.

Os astrônomos combinaram as observações feitas com o Hubble, na luz visível, com o Spitzer no infravermelho e com o Chandra, nos raios-X e conseguiram a imagem mais completa até o momento da Nebulosa do Caranguejo.

Além disso, eles conseguiram gerar uma visualização tridimensional da nebulosa, um tipo de visualização que vai ajudar e muito os astrônomos no entendimento sobre como as complexas estruturas são geradas na nebulosa.

Tudo isso foi reunido num belo vídeo que vou mostrar para vocês agora.

A visualização começa mostrando a Nebulosa do Caranguejo mostrando a sua localização na constelação de Touro.

A visualização começa então a mostrar a estrutura 3D da nebulosa, apresentando o pulsar e um disco de material energizado, com jatos de partículas sendo emanados dos lados opostos.

Depois, pôde-se ver uma nuvem envelopando o sistema do pulsar, e brilhando intensamente na radiação síncrtron.

Na sequência aparece uma concha de externa na luz visível.

Os modelos de raios-X, infravermelho e luz visível são combinados no final da visualização para revelar tanto a rotação tridimensional dos múltiplos comprimentos de onda e a imagem tradicional bidimensional correspondente da Nebulosa do Caranguejo.

A visualização tridimensional é muito importante pois fornece aos astrônomos a real estrutura e dimensão da nebulosa.

A Nebulosa do Caranguejo não é uma remanescente de supernova tradicional, na verdade essa nebulosa pode ser classificada como sendo uma nebulosa de vento de pulsar.

A parte mais interna consiste de um gás com temperatura menor, que depois é aquecido a milhares de graus devido à radiação síncrotron.

Como essa não é uma nebulosa de supernova tradicional, é uma visualização assim que permite que os astrônomos possam entender como as nebulosas de vento de pulsar se formam e se desenvolvem.

Esse foi mais um trabalho apresentado no congresso da Sociedade Astronômica Americana no Havaí.

Fonte:

https://chandra.harvard.edu/photo/2020/crab3d/

#3DVisualization #ExplodedStar #SpaceToday

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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