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A Diferença no Brilho da Lua Durante Um Eclipse Penumbral

Hoje, dia 28 de novembro de 2012, a Lua será parcialmente eclipsada pela sombra da Terra. Um pequeno projeto feito por Anthony Ayiomamitis envolveu a tentativa de capturar um eclipse (parcial) penumbral da Lua. Devido às condições não muito boas, ele teve pouco sucesso com esse desafio até o eclipse parcial de 6 de Agosto de 2009. Felizmente, em seu local, em Atenas na Grécia, ele conseguiu um céu ideal, com condições de observação para poder observar esse eclipse, onde 40% do disco lunar entrou na penumbra. Para o eclipse de hoje, 92%, virtualmente todo o disco lunar, estará imerso na penumbra.

Eclipses parciais penumbrais são normalmente ignorados já que eles são considerados como fenômenos pouco animadores e difíceis de serem detectados, ou seja, a diferença no brilho quando a Lua está dentro e fora da sombra penumbral é mínima. Contudo, feições que não são facilmente visíveis pelo olho humano podem ser triviais para as câmeras sensíveis. A foto montagem no topo mostra a Lua Cheia no dia 6 de Agosto de 2009, pouco antes de entrar na penumbra (Pre-P1); a Lua Cheia no máximo da posição penumbral (Max); a diferença entre essas duas imagens (Diff1). Essa imagem mostra realmente a mudança no brilho da Lua ao entrar na penumbra. A imagem Diff2 é uma imagem realçada que mostra melhor as sutis diferenças no brilho. Olhando para a imagem Diff2 é mais fácil detectar, por exemplo, aproximadamente um terço do disco lunar que entrou na penumbra, a imagem inferior esquerda.

De maneira similar, nós somos capazes detectar trânsitos de exoplanetas medindo o brilho da estrela hospedeira e continuamente adquirindo medidas de brilho durante o trânsito. Existe somente uma pequena queda no brilho já que o exoplaneta bloqueia a pequena fração da luz sendo projetada pela estrela hospedeira.

Infelizmente o eclipse não pode ser visto do Brasil. Mas se por acaso você está numa região onde o eclipse é observável  o desafio é se você consegue visualmente detectar a diferença no brilho da Lua quando ela entrar na penumbra. Com uma magnitude de 0.92 (92% do disco lunar dentro da penumbra) deve ser possível detectar uma leve redução no brilho geral da Lua Cheia durante o máximo do eclipse.

Fonte:

http://epod.usra.edu/blog/2012/11/difference-in-brightness-of-a-penumbral-eclipse.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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