A Cratera Plato e o Avanço da Tecnologia Na Observação das Crateras Internas

É comum ficarmos impressionados quando uma imagem da cratera Plato na Lua é capturada e onde nessa imagem aparecem as duas grandes crateras existentes em seu interior. A imagem acima contém, além das duas grandes crateras, outras inúmeras crateras menores no interior da Plato que podem agora ser contadas abrindo uma nova definição para o gotejamento de material após o impacto principal. Nos anos de 1800, os observadores visuais argumentaram sobre a aparição e desaparição de feições até maiores no  interior da cratera Plato. Se uma imagem definitiva como essa tivesse disponível a 150 anos atrás, décadas de debates poderiam ter sido evitadas e os observadores poderiam ter descobertos outras bacias de impacto além de avançarem no entendimento da história da Lua. Mas a tecnologia não era adequada para documentar a ocorrência básica desse tipo de formação, de modo que esse se tornou um tópico de bastante discussão. Há cinquenta anos atrás, os astrônomos e os filósofos debatiam os valores dos termos da famosa Equação de Drake que fornecia uma maneira racional para se discutir a prospecção por vida em outros pontos da galáxia. Nos anos recentes, novos telescópios e sensores têm detectados muitos planetas externos ao Sistema Solar, bem mais exoplanetas do que crateras no interior da Plato, de modo que muitos dos termos da Equação de Drake tem se baseado em dados e a qualidade do debate tem melhorado. Existem frequentemente grandes limitações na natureza das questões científicas que dependem exclusivamente da tecnologia disponível em determinada época. Nós temos sorte de estarmos vivendo numa época em que a evolução tecnológica é muito elevada, de modo que a cada dia novos dados surgem para apoiar ou refutar determinadas ideias, melhorando o debate e quase sempre respondendo às questões fundamentais.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/February+23%2C+2012

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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