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1 de fevereiro de 2026

JAMES WEBB ENCONTRA ALGO INÉDITO EM COMETA INTERESTELAR

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VAMOS ACOMPANHAR JUNTOS DIRETO DE ORLANDO O LANÇAMENTO DA MISSÃO ARTEMIS II? BORA? SERÃO DOIS MOMENTOS MEMORÁVEIS, SAIBA TUDO E GARANTA A SUA VAGA NO LINK ABAIXO:

https://giramundoviagens.com/artemis2

A INVESTIGAÇÃO CÓSMICA: HUBBLE VS. JAMES WEBB

Nossa investigação se baseia em dois pilares da astronomia moderna. De um lado, o Telescópio Espacial Hubble, com sua visão aguçada no espectro visível, foi encarregado de uma tarefa quase impossível: medir o tamanho físico do núcleo do 3I/ATLAS, uma pequena rocha ofuscada por uma imensa e brilhante nuvem de gás e poeira chamada “coma”. Como detalhado no estudo de Hui et al. (2026), os cientistas usaram uma técnica sofisticada de processamento de imagem para subtrair digitalmente o brilho do coma, revelando pela primeira vez o coração rochoso do viajante. O resultado? Um núcleo com um raio de aproximadamente 1.3 quilômetros, com uma forma distintamente alongada (uma razão de eixos de pelo menos 2 para 1) e uma rotação vertiginosamente rápida, completando um dia em cerca de uma hora.

Do outro lado, o Telescópio Espacial James Webb, um mestre do universo infravermelho, foi apontado para o cometa para fazer algo que o Hubble não pode: “cheirar” sua composição química. O instrumento MIRI do Webb analisou a luz infravermelha emitida pelos gases do coma, identificando as “impressões digitais” moleculares de cada substância. O estudo de Belyakov et al. (2026) trouxe as revelações mais chocantes. A atividade do 3I/ATLAS não era primariamente impulsionada pela sublimação de água, como na maioria dos cometas do nosso Sistema Solar, mas sim por uma quantidade massiva de dióxido de carbono (CO₂), o famoso “gelo seco”.

UMA DESCOBERTA SEM PRECEDENTES: METANO INTERESTELAR

A maior surpresa, no entanto, foi a primeira detecção direta e inequívoca de metano (CH₄) em um objeto interestelar. Esta descoberta é um marco na ciência planetária. O metano é extremamente volátil e deveria ter evaporado da superfície do cometa durante sua longa e fria jornada pelo espaço interestelar. O fato de o Webb só o ter detectado após a passagem do cometa pelo Sol sugere uma história de origem fascinante. Os cientistas teorizam que o 3I/ATLAS foi “cozido” em seu sistema estelar natal, um processo que removeu todo o metano superficial. O que o Webb detectou foi um reservatório primordial de metano, vindo das profundezas do núcleo, que só foi liberado quando a onda de calor da passagem pelo periélio finalmente penetrou suas camadas externas. É uma evidência direta de processos de aquecimento em um planetesimal de outro sistema estelar!

UM RETRATO COMPLETO DE UM VISITANTE ALIENÍGENA

Ao combinar os dados do Hubble e do Webb, emerge um retrato completo. 3I/ATLAS é um fóssil cósmico de 3 a 11 bilhões de anos, uma rocha alongada do tamanho de uma montanha, extremamente rica em dióxido de carbono e com uma história térmica complexa gravada em sua composição, evidenciada pelo seu metano escondido. Ele se assemelha a alguns objetos do nosso próprio Cinturão de Kuiper, mas com uma biografia forjada em torno de uma estrela distante.

Talvez a implicação mais profunda seja estatística. A análise da detecção do 3I/ATLAS sugere que a taxa de chegada de objetos semelhantes é de cerca de um por ano. Isso significa que, antes da era dos modernos levantamentos do céu, dezenas, talvez centenas, desses mensageiros cósmicos passaram por nós completamente despercebidos. Cada um deles era uma cápsula do tempo, uma amostra de um sistema planetário alienígena que perdemos a chance de estudar.

Hoje, com o Hubble, o Webb e os futuros observatórios, estamos finalmente prontos para ler esses cartões postais que o universo nos envia. 3I/ATLAS é apenas o começo.

FONTES E REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS:

Este vídeo é baseado nas descobertas apresentadas nos seguintes artigos científicos (versões pré-publicação):

1.
The Volatile Inventory of 3I/ATLAS as seen with JWST/MIRI – Belyakov, M., et al. (2026).

2.
Nucleus and Postperihelion Activity of Interstellar Object 3I/ATLAS Observed by Hubble Space Telescope – Hui, M.-T., et al. (2026).

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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