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Direto do Observatório Lunar Vaz Tolentino: A Cratera Plato

Cratera PLATO.

(créditos: Tolentino.)

PLATO – Cratera com 109 Km (68 milhas) de diâmetro. 

Coordenadas Selenográficas: Lat: 51.6º N  Long: 9.4º W.

Profundidade: 1 Km.

Foto nos mapas LAC 12 e LAC 25.

Melhor época para observação: 1 dia após à fase “quarto crescente” ou na fase “quarto minguante”.

Quem foi Plato (Platão) ? Filósofo e matemático do período clássico da Grécia antiga (428 – 347 aC). Fundador da Academia de Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental.

Plato é uma das mais famosas e observadas crateras de impacto da Lua. Está situada na margem norte do Mare Imbrium e foi formada a cerca de 3,84 bilhões de anos atrás. Sua região é uma das mais lindas e fotografadas da superfície lunar.

Plato é uma cratera de impacto que teve seu fundo coberto por lava produzida por erupções provenientes de falhas do subsolo interno da cratera causadas pelo impacto. A inundação de lava ocorrida há 3,5 bilhões de anos soterrou um provável pico central e criou um aspecto plano e liso, com uma aparência escura, tornando-a uma cratera rasa com apenas 1 Km de profundidade e sem picos no centro. Antes de ser inundada por lava, provavelmente Plato tinha 4 Km de profundidade, com as bordas das paredes parecendo degraus ou curvas de nível (como em Copernicus) e montanhas no centro.

Observe que, na borda oeste da cratera Plato, é facilmente visto um grande bloco de material desprendido da beirada da cratera. O largo bloco de formato quase triangular é designado “Plato Zeta”. Ele desprendeu-se da parede da cratera e deslizou um pouco para baixo, fato esse confirmado pela projeção de sua sombra na fase “quarto minguante”.

Observe também que, a leste de Plato, situa-se o Vallis Alpes (Lat: 48.5º N  Long: 3.2º E), um espetacular vale lunar que divide a cordilheira conhecida como Montes Alpes em duas partes. Estende-se por 166 Km a partir da bacia do Mare Imbrium inclinando-se de leste para nordeste até as margens do Mare Frigoris. O vale é estreito nas duas extremidades e alcança no máximo 10 Km de largura na metade de sua extensão. A superfície interna do Vallis Alpes foi inundado por lava, o que proporcionou um aspecto plano e liso em sua extensão. A superfície interna é cortada ao longo do vale por uma estreitíssima depressão ou canal (rille), formando uma bisseção. Essa estreitíssima fenda é tida como um alvo desafio para observações telescópicas feitas da Terra.   

 Ao sul de Plato e ao norte do Mare Imbrium existe uma solitária e destacada montanha, que emerge da lava do Mare Imbrium,  conhecida como Mons Pico (2,4 Km de altitude, Lat: 45.7º N  Long: 8.9º W). Possui 25 Km de comprimento, largura máxima de 15 Km, 2,4 Km de altitude e assenta-se no sentido noroeste-sudoeste. Observe nessa foto, a grande e destacada sombra criada por Mos Pico devido à posição obliqua da luz do Sol.

A leste do Mare Imbrium, ao sul do início de Vallis Alpes e ao sudoeste dos Montes Alpes, encontra-se uma montanha maciça, com 2,3 Km de altitude, conhecido como Mons Píton (Lat: 40.6º N  Long: 1.1º W) que, assim como Mons Pico, eleva-se solitariamente sobre a lava do Mare Imbrium.

Do lado leste de Mons Piton situa-se a cratera de impacto Cassini (diâmetro: 57 Km, Lat: 40.2º N  Long: 4.6º E). Seu piso com apenas 1,2 Km de profundidade (pois foi tomado pela lava), recebeu os impactos das crateras Cassini A (diâmetro: 15 Km) e Cassini B (diâmetro: 9 Km). Entre Cassini A e B existem minúsculos picos quase centrais. Sua estrutura externa é reforçada, com bordas que circundam a cratera formando uma espécie de “fortificação” com paredes escarpadas e inclinadas.

Dados técnicos da foto:

Autor:

Ricardo José Vaz Tolentino.

Data e Hora:            

31? de ?maio? de ?2012, ??21h51m.

Foto com apenas 1 frame, sem longa exposição ou “empilhamento”. Não foram usados filtros.

Telescópio:                        

Refletor Dobsoniano SkyWatcher Collapsible Truss-Tube;

Diâmetro Espelho Primário:      

305mm (12”);

Distância Focal:                 

1500mm;

Focal/Ratio – (f/):               

5;

Tripé ou Montagem:                     

Dobsoniana;

Barlow:                                

Celestron Ultima 2X Barlow;

Câmera:                               

Orion StarShoot Solar System Color Imager III;

Não deixem de visitar na internet o site oficial do Observatório Lunar Vaz Tolentino, onde é possível encontrar centenas de imagens da Lua além de muitas informações sobre astronomia e ciência em geral. Visitem o redmodelado site do VTOL: www.vaztolentino.com.br

Fonte:

www.vaztolentino.com.br

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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