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Vídeo Mostra Órbita de Objetos Binários Trans Netunianos Entre 2000 e 2013


Uma equipe de astrônomos profissionais, usando dados do telescópio Gemini Norte, está revelando a história do Sistema Solar externo medindo a órbita mútua de objetos binários vastamente afastados localizados além de Netuno no congelante Cinturão de Kuiper. Os pesquisadores concluíram que esses objetos binários trans-netunianos se formaram próximo de suas atuais posições e, ao contrário do que era sugerido anteriormente, de que eles podem ter se formado do colapso direto no disco do material que produziu os planetas e outros corpos sólidos do Sistema Solar.

Sistema binários são encontrados na maior parte das populações de planetas menores, como asteroides, mas os binários do Cinturão de Kuiper são notáveis devido a frequência de existir ali sistema muito separados e sistemas onde os dois corpos possuem quase que o mesmo tamanho. A equipe de pesquisadores liderada por Alex Parker, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, antigo membro da Universidade de Vitoria, no Canadá  seguiu alguns dos mais separados objetos binários do Cinturão e Kuiper usando uma combinação de dados de arquivo e novos dados obtidos pelos telescópios Magellan, Very Large Telescope e o Gemini North.

O vídeo mostrado acima apresenta os objetos binários como se eles fosse observados da Terra entre o período de 2000 e 2013. O resultado é um comportamento no céu complexo devido a variação da geometria de observação da Terra e devido aos movimentos orbitais dos sistemas binários. Durante o período dessa animação, todos os objetos binários ilustrados exceto o 2001 QW322 terá completado no mínimo uma órbita entre eles, já que o 2001 QW32 possui um período orbital de aproximadamente 17.4 anos. A animação é renderizada com um passo de 10 dias num campo de visão simulado de 0.35 arcos de segundo. As barras na parte inferior direita estão com um arco de segundo no lado e apontam o Norte e o Leste. A órbita nominal de melhor ajuste também é mostrada. A incerteza relativa a um desvio padrão é refletida no tamanho dos pontos, enquanto que a cor dos pontos indicam se os dados vieram do Gemini North (vermelho) ou de outros equipamentos (azul).


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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