Uma Não Cratera na Lua

As regiões próximas do limbo da Lua sempre foram pouco conhecidas, e mesmo hoje com todo o aparato disponível são bem menos familiares do que as regiões centrais da Lua. Quando as feições localizadas no limbo foram denominadas nos anos de 1800 e no início dos anos 1900, algumas importantes feições foram perdidas e outras tiveram designações dúbias. Nos anos de 1960 à medida que foi compilado o catálogo conhecido como System of Lunar Craters foram usados mapas como o Rectified Lunar Atlas para atualizar e corrigir a nomenclatura das feições localizadas no limbo da Lua. Mas como a imagem acima mostra, ainda existe muito trabalho para ser feito. Na parte inferior direita está a cratera Endymion, uma cratera com diâmetro de 125 km com paredes e com interior inundado por lava bem definidos. Ao norte está a região conhecida como De La Rue. Alguns chamam essa região de uma cratera desintegrada, mas talvez o termo crateras desintegradas seja mais adequado. A região De La Rue é provavelmente formada por algumas antigas crateras sobrepostas. Existe ali partes remanescentes de uma grande cratera anelada, aberta para o sul  com a abertura medindo aproximadamente 110 km de largura. Dentro está uma estrutura de anel interno com um diâmetro de aproximadamente 75 km, e para o sul está um arco que sugere uma cratera com 65 km de largura. A visão não retificada dos tradicionais mapeadores da Lua uniu todos esses arcos de anéis em uma única cratera com 136 km de diâmetro. Essa coleção de crateras descontinuadas não merecem um nome. Por fim podemos notar que a Thales F ( a cratera inundada à esquerda da borda da imagem) possui dois picos dentro do anel. O que são essas colinas? É improvável que eles sejam escorregamentos de anéis ou picos centrais mal colocados, e eles não se parecem com domos vulcânicos com os flancos íngremes.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/May+9%2C+2011

 

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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