Uma Corrente de Crateras Secundárias Interrompida na Cratera Endymion na Lua

Normalmente a cratera Endymion com seu interior escuro preenchido por material de mar lunar é chamada de ringue de patinação, mas com uma boa imagem como a mostrada acima, as três crateras na parte terminal norte, e uma quarta cratera mais apagada, somado a outras que pontuam o interior, criariam obstáculos para qualquer patinador. Raios em forma de V no interior da cratera apontam apontam para o que parece ser sua fonte provavelmente a cratera Strabo. O que é mais difícil de ver é uma linha de crateras que tem origem na parte superior direita do anel da cratera Endymion. Essas crateras secundárias são radiais a aparente fonte delas, a Bacia Imbrium. O que chama a atenção é duas ou três crateras dessa corrente corta um cânion localizado no meio do anel. A cadeia inteira de crateras secundárias corta tanto o anel como provavelmente o interior da Endymion. Porém a erupção de lavas no interior original, logo depois da colisão que formou a Bacia Imbrium, enterrou a parte intermediária da corrente de crateras secundárias. A imagem feita pela sonda Clementine e mostrada abaixo mostra uma visão quase que vertical da Endymion com uma linha branca desenhada um pouco afastada da corrente de crateras secundárias marcando a sua posição.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/April+2%2C+2012

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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