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Um Oceano de Lava e a Sua Interação Com as Crateras

Três e meio bilhões de anos atrás, um oceano de lava espirrou lava sobre e ao redor de crateras de impacto na baixa planície do hemisfério oeste da Lua. Essas lavas solidificadas são agora chamadas de Oceanus Procellarum, uma área caracterizada por muitas ruínas de crateras. A faixa de terreno mostrada aqui apresenta uma grande variedade de padrões nos desaparecidos anéis das crateras inundadas. Começando bem a esquerda com a cratera Sirsalis E. Aproximadamente metade dos anéis das crateras está bem preservado, mas surpreendentemente onde o anel está perdido ele se foi completamente sem deixar nem pequenas colinas preenchendo o vazio. Para norte está uma cratera arruinada sem nome e ligeiramente maior (1) definida virtualmente inteiramente pela cadeia de mar. De forma surpreendente, um pequeno pico bem no meio poderia ser sim a parte remanescente do pico central da cratera. Mas os picos centrais são mais baixos do que os anéis das crateras, assim, um pico central não deveria ser visível, a menos que a cratera enterrada tivesse um assoalho fraturado que soergueu o pico. Outra cratera arruinada é a Flamsteed G, que tem aproximadamente 40% do seu anel leste ainda visível e todo o resto completamente destruído exceto por dois curtos arcos de colinas baixas. Uma cratera parcial similar a essa ocorre um pouco abaixo. A cratera arruinada 2 é menos certa, as cadeias de mar curvas podem ser uma continuação de um possível anel de cratera indicado por algumas montanhas ao sul. Finalmente, para leste está a bem conhecida ruína da  Flamsteed P. As montanhas remanescentes presumidamente marcam a crista do anel da cratera. O que se entende menos aqui é a origem de uma cadeia de mar quase que completamente interna. É pouco provável que ela marque parte do anel da cratera, mas não se sabe por que ele existe. Exemplos como esse indicam que nós não entendemos os detalhes de como os fluxos massivos de lavas interagiram com os anéis das crateras.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/August+24%2C+2012

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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