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25 de fevereiro de 2024

Sete Trilhões de Galáxias Anãs no Universo


O Telescópio Espacial Herschel da Agência Espacial Europeia, tem descoberto galáxias distantes anteriormente invisíveis e que são responsáveis por uma névoa cósmica de radiação infravermelha. As galáxias são alguns dos objetos mais distantes e mais apagados já observados pelo Herschel e abrem uma nova janela sobre o nascimento das estrelas no início do universo. Os astrônomos estimam que existam bilhões e bilhões de galáxias no universo observável, bem como alguns sete trilhões de galáxias anãs. Os astrônomos consideram que no universo visível de seus 14 bilhões de anos-luz, existam: 10 milhões de superaglomerados, 25 milhões de grupos de galáxias, 350 bilhões de grandes galáxias, 7 trilhões de galáxias anãs 30 bilhões de trilhões de estrelas.

Os astrônomos se atentaram no último ano que eles podem ter subestimado o número de galáxias em algumas parte do universo em 90%, de acordo com um estudo relatado por Matthew Hayes do observatório da Universidade de Genebra que liderou a investigação usando o mais avançado instrumento óptico do mundo, o Very LArge Telescope (VLT) do ESO no Chile, que é constituído de quatro telescópios com espelhos de 8.2 metros de diâmetro. Eles viraram dois desses gigantes na direção da área bem estudada do espaço profundo conhecida como GOODS-South Field.

No caso das galáxias velhas e muito distantes, sua luz pode não atingir a Terra já que ela é bloqueada pelas nuvens interestelares de poeira e gás, e, como um resultado, essas galáxias são perdidas pelo mapeadores do universo.

“Os astrônomos sempre souberam que estavam perdendo uma fração das galáxias, mas pela primeira vez eles conseguiram medir. O número dessas galáxias perdidas é substancial”, disse Matthew Hayes.

A equipe realizou dois conjuntos de observações na mesma região, caçando pela luz emitida pelas galáxias nascidas a 10 bilhões de anos atrás. A primeira observação foi feita na chamada luz Lyman-alfa, a clássica luz usada para compilar mapas cósmicos e que recebeu esse nome em homenagem ao astrônomo americano que a descobriu, Theodore Lyman. A luz Lyman-alfa é uma energia lançada pelos átomos de hidrogênio excitados . A segunda seção de observação foi feita usando uma câmera especial chamada de HAWK-1 procurando pela assinatura emitida em diferentes comprimentos de onda, também captando o brilho do hidrogênio, que é conhecida como linha hidrogênio-alfa, ou H-alfa.

A segunda varrida conseguiu captar algumas fontes de luz que não tinham sido registradas usando a técnica Lyman-alfa.

Eles incluíram algumas das galáxias mais apagadas já encontradas no universo quando ele era apenas uma criança.

Os astrônomos concluíram que as fontes Lyman-alfa só podem ser registradas num pequeno número da luz total emitida pelas galáxias distantes. De maneira impressionante, 90% dessas galáxias distantes podem se tornar invisíveis nesses exercícios.

“Se nós conseguimos ver 10 galáxias nessa região, pode ser que ali existam 100 galáxias”, disse Hayes.

A descoberta pode adicionar um conhecimento poderoso sobre o tempo e a sequência pelas quais as estrelas e as galáxias se formaram.

Fonte:

http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2011/11/image-of-the-day-seven-trillion-dwarfs.html


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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