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Sempre Tem Algo Para Se Ver Na Lua – Mesmo na Lua Cheia

Muito frequentemente nós ouvimos que o período perto da Lua Cheia é um período de pouco interesse para se observar e imagear a Lua. Isso logicamente não está certo. Nessas condições, a luz apaga muito da topografia vertical mas por outro lado enfatiza as diferenças de albedo, destacando os brilhantes raios e os materiais piroclásticos escuros. Mas a Lua Cheia também fornece uma boa ocasião para se observar a região polar. A imagem acima mostra a região polar sul da Lua durante uma observação realizada na manhã de 30 de Setembro de 2012 e levando vantagem da libração de -4º43′ em latitude. Um clássico exercício quando se observa uma região como essa é tentar descobrir o nome das crateras que ali aparecem. Vamos começar pela Moretus, a cratera localizada no centro da imagem, com seu brilhante pico central. Um pouco além dela está a Short, e um pouco para a direita está a Newton e a Newton A. Um pouco mais além, quase no limbo está a Cabeus, e, emergindo do limbo, pode-se ver dois picos de montanhas conhecidos como M4 e M5. Aproximadamente a uma mesma distância, em cada um dos lados dos picos, estão duas áreas escurecidas, a Amundsen, na parte esquerda e a Drygalski na direita.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/October+12%2C+2012

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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