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Europa como todos sabemos possui um oceano global no seu interior, esse oceano pode percolar através da crosta de gelo do satélite e trazer o material para a superfície.

Assim, ao analisar a superfície é possível aprender mais sobre o que está submerso.

A superfície de Europa é composta por sais, comuns aqui na Terra, e até mesmo comuns no seu dia a dia, como sulfato de magnésio e cloreto de sódio.

Esses sais submetidos às condições de radiação onde Europa fica, produz um brilho.

Na verdade isso é até meio intuitivo de se imaginar, uma superfície submetida a uma radiação brilhar.

Os cientistas sabem que o brilho é causado por elétrons energéticos penetrando a superfície e energizando as moléculas, essas moléculas então emitem energia como luz visível.

Mas como os pesquisadores estudaram isso, se eles não estão lá em Europa?

Para fazer isso eles usaram uma modelagem, que chamamos de física, ou seja, construíram um experimento no laboratório para isso.

Eles criaram a chamada Ice Chamber for Europa’s High Energy Electron and Radiation Environment Testing, ou ICE-HEART.

Esse experimento na verdade foi montado com o outro objetivo, ver como o material orgânico sob o gelo de Europa iria se comportar com o bombardeamento da radiação.

Eles criaram um gelo composto de diferentes tipos de sais, os que são encontrados em Europa e bombardearam com radiação semelhante a de Júpiter.

Então apontaram um espectrômetro para esse gelo e começaram a ver os resultados.

A expectativa era não ver variação no brilho devido às diferentes composições.

Quando eles fizeram tudo isso, viram que o cloreto de sódio dia um nível de brilho menor, e isso mudou os rumos da pesquisa.

O mecanismo que faz Europa brilhar é bem diferente do que faz a nossa Lua brilhar, e o lado que fica voltado contra o Sol também brilha de forma contínua, isso é causado pela radiação emitida por Júpiter.

À medida que o satélite congelado e oceânico Europa, orbita Júpiter, ele é bombardeado de radiação.

Júpiter, envia para Europa, dia e noite, elétrons e outras partículas, que carregam uma radiação de alta energia.

Quando essas partículas batem na superfície do satélite, elas podem causar algo estranho, fazer Europa brilhar na escuridão.

Diferentes compostos salinos reagem de forma diferente à radiação e emitem o seu próprio brilho. A olho nu, esse brilho seria algo meio esverdeado, algumas vezes azulado, ou branco, com um brilho variado dependendo do material que está emitindo.

Os cientistas usam um espectrômetro para separar a luz em comprimentos de onda e conectar as distintas assinaturas, ou espectros, com as diferentes composições de gelo.

A maior parte das observações usando um espectrômetro no satélite Europa são feitas usando a luz do Sol que reflete no seu lado diurno, mas esse novo resultado ilumina o que acontece no lado de Europa voltado para a escuridão do universo.

Podendo prever o brilho do gelo no lado noturno de Europa pode fornecer informações adicionais sobre a composição da superfície do satélite.

E como essa composição varia nos dá pistas sobre se Europa pode ou não pode ter as condições para abrigar a vida.

O mais legal disso tudo é que os cientistas terão a chance de estudar isso tudo lá, bem pertinho de Europa.

Em meados de 2020 a missão Europa Clipper será enviada para o satélite, e ela poderá analisar esse brilho, lá, quando passar perto da superfície do satélite Europa e isso poderá confirmar ou não as medidas e os experimentos feitos em laboratório.

A Europa Clipper não será uma missão decisiva para encontrar vida em Europa, ela vai poder dizer sobre as condições para a vida ter se desenvolvido e isso pode ajudar a entender como a vida se desenvolveu na Terra e pode se desenvolver em outros lugares do universo.

Já pensou os astronautas numa nave chegando em Europa e vendo o brilho esverdeado dela?

Fontes:

https://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=7779

https://www.nature.com/articles/s41550-020-01248-1

#EUROPA #JUPITER #SPACETODAY
Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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