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Processamento das Imagens da LROC para a Geração de Modelos Digitais de Terreno da Lua

Para produzir um Modelo digital do Terreno usando imagens da LROC NAC você precisa de no mínimo duas imagens da mesma área feitas a partir de diferentes órbitas. As duas imagens oblíquas resultam num efeito de paralaxe, que pode ser medida e então convertida em medidas de elevação. Pronto, com isso se tem um mapa topográfico. Claro que nada é tão fácil assim. Primeiro, um analista tem que calibrar as imagens, selecionar pontos com dados de elevação absoluta a partir de perfis laser gerados pela LOLA, selecionar alguns pontos e fazer o ajuste das imagens de maneira conjunta, e então por meio de um software automatizar o processo, o analista confere o resultado gerado pelo computador e corrige erros que podem ter ocorrido durante o processo de ajuste automático.

Uma variação estatística já prevista no retardo da coleta de dados pela sonda, chamada de Jitter, que nesse caso é causada por minúsculas vibrações da sonda, geram padrões ondulados no resultado final do modelo digital de terreno. Poucas imagens da LROC NAC apresentam essa variação e os esforços atuais dos pesquisadores são em tentar reduzir esse efeito de jitter para poucas imagens que mostram esse efeito.

O produto final, mapas topográficos detalhados, fornecem aos cientistas e engenheiros uma poderosa ferramenta para resolver muitos problemas. Por exemplo, quando se planejar uma futura missão humana na Lua, os mapas topográficos nos dirão onde nós podemos e onde não podemos caminhar, quanta energia será necessária para vencer os obstáculos e o que será possível fazer em cada posição específica. Nos próximos anos a LROC irá coletar centenas de outras imagens que poderão ser usadas para construir um modelo digital de terreno, principalmente dos locais tidos como chaves para a exploração da Lua.

Fonte:

http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/208-Photogrammetric-Processing-of-LROC-NAC-Stereo-Images.html#extended

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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