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Pesquisadores Descobrem Aminoácidos Extraterrestres Em Meteorito Recuperado Na Antártica

Uma equipe de astrobiólogos do Goddard Space Flight Center da BASA e do Carnegie Institution for Science descobriu uma grande diversidade de aminoácidos no Asuka 12236, um meteorito do tipo carbonáceo condrito que foi recuperado no Nansen Ice Field na Antártica, por pesquisadores belgas e japoneses, em 2012.

Os pesquisadores analisaram o Asuka 12236 e encontraram nele vários tipos de aminoácidos, como glicina, alanina, serina, ácido α-aminoisobutírico, isovalina, ácidos aspártico e glutâmico, dentro dele.

Algumas linhas sugerem que os elementos químicos originais que constituem essa rocha espacial são melhor preservados na categoria de meteoritos ricos em carbono conhecidos como Meteoritos CM Condritos.

O interior desse meteorito é muito bem preservado pois ele foi exposto a bem pouca água líquida e ao calor, o que aconteceu, com a água quando ele fazia parte do seu corpo parental maior, um asteroide, e no caso do calor quando entrou pela atmosfera terrestre e caiu na Antártica.

É interessante pensar sobre como essas rochas caem na Terra e nos trazem muitas informações importantes sobre como o Sistema Solar se formou, do que ele é formado e quais são os elementos que constituem a nossa galáxia.

Os cientistas estão aprendendo que a chave para os aminoácidos, quando se trata da sua formação e da sua multiplicação, é a exposição às condições perfeitas dentro dos asteroides.

Você precisa de um pouco de água líquida e de calor para produzir uma grande variedade de aminoácidos, mas tem que ser a quantidade certa, se você ultrapassar um determinado limite, você pode destruir eles.

A água teria sido produzida dentro do asteroide onde o Asuka 12236 se formou, já o calor do decaimento radioativo de certos elementos químicos derreteram o gelo que condensou com a rocha quando o asteroide se formou.

Dado que o Asuka 12236 é um meteorito muito bem preservado, ele deve ter vindo das camadas mais frias e externas do asteroide onde ele deve ter tido pouco contato com o calor e com a água.

Isso é apenas algo que os cientistas estão especulando no momento, tem muita coisa que eles não sabem sobre o meteorito e precisam aprender. O estudo também encontrou no Asuka 12236 versões canhotas dos aminoácidos. Existem versões espelhadas de cada aminoácido que são chamadas de versões destras e canhotas. Todas as formas de vida conhecidas usam somente os aminoácidos canhotos para formar as proteínas.

Os meteoritos estão nos dizendo que existe um viés inerente para os aminoácidos canhotos antes da vida até mesmo começar. O grande mistério disso, é, por que?

As moléculas canhotas precisariam de muito mais água para serem processadas, muito mais água, por exemplo, que o Asuka 12236 ficou exposto. É muito pouco comum se ter um excesso de aminoácidos canhotos em meteoritos primitivos.

Como eles se formaram é um mistério. Por isso que é muito bom se ter uma grande variedade de meteoritos para serem estudados, pois assim é possível construir uma linha do tempo sobre como esses materiais orgânicos se desenvolveram com o passar do tempo e os diferentes cenários de alteração.

Entender esses tipos de moléculas, e a sua destreza, que estavam presentes nos primeiros dias do Sistema Solar, faz com que possamos estar cada vez mais perto de saber como os planetas e a como a vida se formou.

Fonte:

[http://www.sci-news.com/space/extraterrestrial-amino-acids-antarctic-meteorite-08796.html]

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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