Olhos no Céu – Galáxias em Fusão

Essas galáxias que possuem uma forma distorcida formam uma gigantesca máscara no céu. Os olhos azuis congelados são na verdade os núcleos de duas galáxias que se encontram em processo de fusão, chamadas NGC 2207 e IC 2163, e a máscara são seus braços espirais. A imagem em cores falsas consiste de dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer da NASA (vermelho) e dos dados visíveis do Telescópio Espacial Hubble da NASA (azul e verde). A NGC 2207 e a IC 2163 se encontraram e começaram um tipo de tango gravitacional a aproximadamente 40 milhões de anos atrás. As duas galáxias estão puxando uma a outra, estimulando com isso a formação de novas estrelas. Eventualmente, esse baile cósmico terá um fim, e isso acontecerá quando as galáxias finalmente se fundirem por completo formando uma única galáxia gigantesca. A dupla dançante está localizada a 140 milhões de anos-luz de distância na constelação de Canis Major. Os dados infravermelhos do Spitzer destacam as regiões empoeiradas das galáxias, enquanto que os dados visíveis do Hubble indicam a luz das estrelas. Na imagem captada só pelo Hubble (que não é mostrada aqui), as regiões empoeiradas aparecem como linhas negras. Os dados do Hubble correspondem à luz que tem comprimento de onda igual a .44 e .5 mícron (azul e verde respectivamente). Os dados do Spitzer representam a luz com comprimento de onda de 8 mícron.

Fonte:

http://www.nasaimages.org/luna/servlet/detail/nasaNAS~12~12~64332~168832:Eyes-in-the-Sky?

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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