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O Rover Curiosity da NASA Chega Ao Monte Sharp No Centro da Cratera Gale, Em Marte


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observatory_150105O rover Curiosity da NASA em Marte alcançou o Monte Sharp do Planeta Vermelho, um montanha do tamanho do Monte Rainier, no centro da vasta Cratera Gale e que sempre foi considerado o destino principal da missão.


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“O Curioisty agora começará um novo capítulo na sua já fantástica introdução a um novo mundo”, disse Jim Green, diretor da Planetary Science Division da NASA na sede da agência em Washington. “Depois de um histórico e inovador pouso, juntamente com descobertas científicas espetaculares, mais sequências de descobertas estão a caminho”.


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O trabalho do Curiosity na montanha começará com uma análise dos taludes inferiores da montanha. O rover está começando esse processo num ponto de entrada perto de um afloramento chamado de Pahrump Hills, ao invés de continuar na trajetória planejada anteriormente, para o ponto de entrada conhecido como Murray Buttes. Ambos os pontos de entrada localizam-se ao longo de uma fronteira onde a camada base sul da montanha encontra os depósitos do assoalho da cratera que rolaram desde o anel norte.

“Tem sido uma jornada longa mas histórica para essa montanha marciana”, disse John Grotzinger, cientista de projeto do Curiosity, do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. “A natureza do terreno em Pahrump Hills é melhor do que o Murray Buttes para se aprender sobre o significado desse contato. As exposições no contato são melhores devido ao relevo topográfico ser maior”.


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A decisão de chegar logo ao monte, ao invés de continuar até o ponto Murray Buttes, também vem do melhor entendimento que se tem da geografia da região, entendimento esse fornecido pela análise feita pelo rover  de alguns afloramentos durante o último ano. O Curiosity atualmente está posicionado na base da montanha ao longo de uma feição geológica pálida e distinta chamada de formação Murray. Comparado com o terreno vizinho da cratera, as rochas da formação Murray são mais suaves e não preservam cicatrizes de impactos. Como visto da órbita, essa formação não possui camadas bem definidas como outras unidades localizadas na base do Monte Sharp.

O Curiosity fez seu primeiro estudo detalhado no último mês de dois afloramentos da formação Murray, ambos revelando diferenças notáveis do terreno explorado pelo Curiosity no último ano. O primeiro afloramento, chamado de Bonanza King, provou ser muito instável para ser perfurado, mas foi examinado pelos instrumento do rover e determinou que ali existe um elevado conteúdo de sílica. Um segundo afloramento, examinado com a lente teleobjetiva da Mast Camera do rover, revelou uma granulação fina, uma superfície achatada com veios preenchidos de sulfatos.


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Enquanto que algumas dessas diferenças de terreno não fiquem aparentes nas observações feitas pelas sondas da NASA na órbita de Marte, a equipe do rover ainda confia muito nas imagens feitas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, ou MRO, para planejar a rota do Curiosity e os locais de estudo.

Por exemplo, as imagens da MRO ajudam a equipe do rover a localizar mesas que tem mais de 18 metros de altura na área do terreno logo depois de Pahrump Hills, que revela uma exposição da formação Murray talude acima e na direção sul. A equipe planeja usar a perfuratriz do Curiosity para adquirir amostras desse local para serem analizadas pelos instrumentos no interior do rover. O local está situado na parte terminal sul de um vale que o rover Curiosity entrará nessa semana do norte.


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Apesar desse vale ter um assoalho arenoso, com o comprimento de dois campos de futebol. Será uma jornada tranquila, se comparada com a jornada através do Hidden Valley, que o Curiosity enfrentou no último mês, onde as rodas do rover deslizaram muito .

“Os problemas com as rodas do rover contribuíram para que nós enviássemos o Curiosity mais para o sul antes do planejado, mas esse não é um fator guiado pela decisão da ciência para começar a ascender o Monte Sharp nesse ponto ao invés de continuar até a Murray Buttes, primeiro”, disse Jennifer Trosper, Gerente de Projeto do Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Nós dirigimos por muitos meses de forma cuidadosa, passando por desafios e problemas para chegar no ponto de entrada do Monte Sharp”, disse Trosper. “Agora nós alcançamos esse ponto, e nós agora ajustaremos o estilo de operações que antes tinha prioridade em guiar o rover, para uma prioridade agora voltada para as necessidades de investigação em cada camada da montanha”.


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Depois de pousar no interior da Cratera Gale, em Agosto de 2012, o Curiosity terminou o seu primeiro ano de operações atingindo o maior objetivo científico da missão, ou seja, determinar se Marte já ofereceu condições ambientais favoráveis para o desenvolvimento da vida microbiana. Rochas sedimentares argilosas localizadas no assoalho da cratera, numa área chamada de Baía Yellowknife, mostraram evidências de um ambiente de fundo de lago de bilhões de anos, que ofereceu, no passado uma água doce, todos os elementos necessários para a vida e uma fonte química de energia para os micróbios.

O Mars Science Laboratory da NASA, continua usando o Curiosity para acessar antigos ambientes habitáveis e as grande mudanças nas condições ambientais marcianas. O Monte Sharp oferece uma série de camadas geológicas que registram diferentes capítulos da evolução ambiental de Marte.

O Mars Exploration Rover Project é um dos elementos dos preparativos da NASA para uma missão humana ao Planeta Vermelho em 2030. O JPL construiu, e gerencia o rover Curiosity e a sonda MRO para o Science Mission Directorate da NASA em Washington.



Para mais informações sobre o Curiosity, visitem:

http://www.nasa.gov/msl

http://mars.jpl.nasa.gov/msl

Informações sobre as atividades da sonda MRO, podem ser encontradas em:

http://www.nasa.gov/mission_pages/MRO

Você pode seguir a missão do rover Curiosity nas redes sociais, em:

http://www.facebook.com/marscuriosity

http://www.twitter.com/marscuriosity

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2014-307

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Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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