O EXOPLANETA MAIS QUENTE E O FIM DO SPITZER | SPACE TODAY TV EP2108

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Os exoplanetas conhecidos como Júpiteres quentes são planetas massivos gasosos que orbitam suas estrelas a uma distância tão pequena que os torna extremamente quentes para sustentar a vida.

Mas existem júpiteres quentes que são mais quentes ainda, são os júpiteres ultra quentes.

Entre eles está o exoplaneta mais quente já descoberto, chamado de KELT-9b.

Kelt, quer dizer que ele foi descoberto pelo Kilodegree Extremely Little Telescope, um sistema de telescópios que ficam localizados no Arizona e na África do Sul.

O problema do KELT-9b, é que ela é tão quente, mas tão quente, que além da vida, nem as moléculas conseguem se sustentar unidas.

Esse planeta está localizado a aproximadamente 670 anos-luz de distância da Terra.

Ele orbita a sua estrela a cada 1.5 dias, e ele está gravitacionalmente travado com a estrela, ou seja, tem um lado sempre voltado para ela e o outro lado sempre voltado para longe dela.

Ele tem 3 vezes a massa de Júpiter, e uma temperatura de 4300 graus Celsius, o que faz com que ele seja mais quente que algumas estrelas.

Os astrônomos observaram o planeta com o Spitzer e conseguiram notar a dinâmica a atmosfera dele.

Os gases que ficam na sua atmosfera no lado do dia, são super aquecidos, isso faz com que as moléculas não consigam ficar unidas.

Os astrônomos observaram moléculas de hidrogênio soltas no lado diurno do planeta.

Mas aí acontece um fluxo dessas moléculas e elas migram para o lado noturno, lá é um pouco mais frio, e elas se unem novamente, depois elas voltam para o lado diurno e se separaram, e o ciclo segue indefinidamente.

Com o Spitzer, os astrônomos conseguiram notar essas mudanças atmosféricas no planeta e fazer todo esse estudo.

Além disso, eles encontraram evidências que indicam que esse seria um praticamente um novo tipo de exoplaneta, onde essa separação das moléculas ocorre, seriam os júpiteres ultra quentes.

Estou trazendo esse vídeo hoje para mostrar como o Spitzer foi um dos instrumentos mais importantes para a astronomia, principalmente na análise atmosférica de exoplanetas.

Hoje, dia 30 de Janeiro de 2020, o Spitzer está sendo aposentado de suas atividades, nós e toda a comunidade científica irá sentir muita falta dessa missão.

Junto com o Hubble e com o Chandra, o Spitzer era parte dos Grandes Observatórios Espaciais da NASA, agora é esperar o James Webb.

O Spitzer era um observatório de infravermelho, assim como será o James Webb, a diferença é que enquanto o espelho do Spitzer tinha 85 cm de diâmetro, o do James Webb terá 6.5 metros.

Esse vai deixar muita saudade!!!

Fontes:

http://www.sci-news.com/astronomy/ultrahot-jupiter-kelt-9b-atmospheric-hydrogen-molecules-08058.html

https://arxiv.org/pdf/1910.01567.pdf

#Spitzer #Exoplanet #SpaceToday

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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