O Ato do Desaparecimento – Na Luz Infravermelha Não se Pode Mais Identificar o Continente na Nebulosa da América do Norte

Essa fantástica paisagem de estrelas é conhecida como a Nebulosa da América do Norte. Na luz visível essa região lembra a forma da América do Norte, mas nessa imagem em infravermelho feita pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, a forma do continente desaparece.

Para onde foi o continente? A razão de não vermos mais a delimitação que lembra o continente norte americano deve-se em parte ao fato da luz infravermelha captada pelo Spitzer vir das profundezas das nuvens de poeira, fato esse que não acontece com os comprimentos de onda da luz visível. Nuvens empoeiradas e escuras na luz visível se tornam transparente para os poderosos olhos infravermelhos do Spitzer. Além disso, os detectores do Spitzer são capazes de captar o brilho dos casulos empoeirados que envolvem as estrelas bebês.

Aglomerados de estrelas jovens (com aproximadamente um milhão de anos) podem ser encontrados através de toda a imagem. Um pouco mais velhas mas ainda jovens, estrelas entre 3 e 5 milhões de anos de vida também são identificadas dispersas pela imagem. Algumas áreas dessa nebulosa ainda são formadas por poeira muito espessa que aparecem escuras até mesmo para a poderosa visão do Spitzer e são provavelmente nessas regiões que estão as estrelas mais jovens do complexo, estrelas essas com menos de um milhão de anos de vida.

Fonte:

http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_1901.html

 

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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