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26 de fevereiro de 2024

Imagem do Hubble Mostra o Núcleo da Galáxia Messier 100 Em Alta Resolução


O objeto Messier 100, é um exemplo perfeito de uma galáxia espiral  em toda a sua plenitude, um exemplo, onde é possível ver com clareza e com ótima definição os braços espirais que a constituem. Essas estruturas empoeiradas circulam ao redor do núcleo da galáxia e são marcadas por muitas atividades de formação de estrelas que pontuam a galáxia Messier 100 com estrelas brilhantes azuis e de grande massa.

A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA, e é considerada a imagem mais detalhada desse objeto já feita até o momento, mostrando o brilhante núcleo da galáxia e as partes mais internas de seus braços espirais. A galáxia Messier 100 tem um núcleo ativo galáctico, ou seja, uma região nu núcleo da galáxia gerada por um buraco negro supermassivo que está ativamente engolindo material, material esse que emite uma radiação brilhante enquanto cai em direção ao núcleo do buraco negro.

Os braços espirais da galáxia também hospedam buracos negros menores, incluindo o buraco negro mais jovem conhecido até hoje na nossa vizinhança cósmica, resultado de uma supernova que foi observada em 1979.

A galáxia Messier 100 está localizada na direção da constelação de Coma Berenices, a uma distância aproximada de 50 milhões de anos-luz.

A galáxia tornou-se famosa no início dos anos de 1990, com o lançamento de duas imagens do objetos feitas com o Hubble antes dele sofrer um grande reparo, e que mostra claramente o benefício das chamadas missões de serviço que deram nova vida às observações feitas com o telescópio espacial. Essas duas imagens são mostradas abaixo.

A imagem principal desse post foi feita com o canal de alta resolução da Advanced Camera for Surveys do Hubble e demonstra a contínua evolução das capacidades do Hubble em mais de duas décadas em órbita. Essa imagem como todas as imagens de alta resolução tem um campo de visão relativamente pequeno, nesse caso de aproximadamente 25 por 25 arcos de segundo.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/images/potw1203a/


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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