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Estudo Mostra Que A Grande Mancha Vermelha de Júpiter Está Encolhendo Mas A Sua Espessura Se Mantém Constante

Um novo estudo sugere que a Grande Mancha Vermelha de Júpiter está encolhendo em todas as direções.

A poucos séculos atrás, a famosa tempestade tinha o tamanho equivalente a 3 vezes o tamanho da Terra. Mas com o passar do tempo e com a atividade dentro da mancha, o seu tamanho atual é comparável ao tamanho do planeta Terra, levando alguns a especularem que em algum momento, a Grande Mancha Vermelha irá desaparecer totalmente.

Algumas pesquisas realizadas recentemente indicam que o vórtice que fornece energia para o ciclone ainda é forte. E isso é corroborado com esse novo estudo que descobriu que a espessura da Grande Mancha Vermelha provavelmente se manteve constante nas últimas 4 décadas, apesar do grande encolhimento da tempestade na sua extensão em área observada pelos astrônomos.

No novo estudo, os pesquisadores investigaram a dinâmica dos grandes vórtices de Júpiter de diferentes maneiras. Por exemplo, eles realizaram simulações numéricas e fizeram experimentos em laboratório com um tanque de 50 cm x 50 cm x 70 cm, cheio de água salgada.

Esses trabalhos variados permitem que os cientistas possam determinar o equilíbrio de forças que moldam as grandes tempestades de Júpiter em forma de panqueca. Esse entendimento melhorado, por sua vez, permite que os pesquisadores façam previsòes sobre as tempestades individuais, incluindo o seu desenvolvimento com o passar do tempo.

Para a Grande Mancha Vermelha em particular, a previsão das dimensões horizontais estão de acordo com as medidas nos níveis das nuvens feitas pela missão Voyager em 1979.

Os cientistas também estimaram que a Grande Mancha Vermelha tem cerca de 170 km de espessura e que a sua espessura não mudou desde que as sondas Voyagers passaram por lá.

Essas previsões da espessura são difíceis de serem testadas, pois a altura da tempestade é difícil de ser observada devido à atmosfera opaca de Júpiter. Mas a sonda Juno que está orbitando Júpiter desde 2016, tem a habilidade de fazer isso, pois ela consegue ver através da sua atmosfera, usando uma grande variedade de instrumentos, e assim consegue pistas sobre a composição de Júpiter e sobre a sua história de formação e de evolução.

Os resultados estimados pelos pesquisadores aguradam agora serem comparados com os dados da missão Júpiter, para que se possa medir a qualidade e a precisão das estimativas.

Fonte:

https://www.space.com/jupiter-great-red-spot-shrinking-thickness-steady.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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